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Renda domiciliar por pessoa no Brasil foi de R$ 2.316 em 2025

Os números mais recentes sobre a renda das famílias brasileiras acabam de sair, e eles pintam um retrato bem conhecido, mas que nunca deixa de impressionar. A distância entre os estados com maior e menor poder de compra é enorme, quase como se fossem países diferentes. Essa fotografia anual, feita pelo IBGE, vai muito além de uma simples estatística.

Ela serve de base para decisões importantes, como o cálculo de quanto dinheiro cada estado recebe do Fundo de Participação. Por isso, entender esses valores ajuda a compreender um pouco da dinâmica econômica do país. Os dados consideram todo dinheiro que entra em casa: salários, aposentadorias, pensões e até o rendimento de trabalhadores domésticos.

Assim, temos uma noção real do que cada pessoa, em média, tem para viver em seu estado. O valor nacional ficou em R$ 2.316 por pessoa no ano passado. Mas essa média esconde realidades muito distintas quando olhamos de perto cada unidade da federação. A divisão geográfica dos resultados, infelizmente, segue um padrão histórico.

O topo e a base do ranking de renda

Liderando a lista, com uma vantagem confortável, está o Distrito Federal. A renda por pessoa ali chegou a R$ 4.538, quase o dobro da média nacional. É um valor que reflete a concentração de servidores públicos de alto escalão e atividades de gestão. Mesmo outros estados ricos ficam bem atrás, mostrando que Brasília vive em uma realidade econômica própria.

Logo em seguida, aparecem os estados tradicionalmente mais desenvolvidos das regiões Sul e Sudeste. São Paulo vem em segundo lugar, com R$ 2.956, seguido pelo Rio Grande do Sul, com R$ 2.839. O Centro-Oeste também se destaca, com Mato Grosso e Goiás apresentando números sólidos. Esse grupo forma o bloco de maior poder aquisitivo do país.

Por outro lado, a base da lista é dominada por estados das regiões Norte e Nordeste. O último colocado é o Maranhão, onde a renda média por pessoa é de apenas R$ 1.219. Valores bem próximos são encontrados no Acre (R$ 1.392) e no Ceará (R$ 1.390). A diferença entre o primeiro e o último lugar é de quase quatro vezes.

O que esses números significam no dia a dia

Essa disparidade tem um impacto direto e muito concreto na vida das pessoas. Em um estado onde a renda média é baixa, o acesso a bens e serviços fica naturalmente mais difícil. Custa mais encher o carrinho de supermercado, pagar uma mensalidade escolar ou ter acesso a um plano de saúde. O orçamento familiar é esticado ao máximo.

Já nos estados com renda mais alta, embora o custo de vida também seja maior, sobra uma margem maior para outras despesas além das básicas. Pode significar a possibilidade de fazer um curso, trocar de celular com mais frequência ou até planejar uma viagem. A qualidade de vida, em geral, acompanha esses números.

É crucial lembrar que se trata de uma média, e dentro de cada estado há muita desigualdade. Um número alto não significa que todos estejam bem, assim como um baixo esconde pessoas em situação de conforto. Mas o retrato geral é inegável: o Brasil ainda precisa avançar muito para distribuir sua riqueza de forma menos desigual entre suas regiões.

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