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Renda domiciliar per capita chega a R$ 2.316 em 2025, diz IBGE

A vida no Brasil tem um ritmo próprio, e o dinheiro que circula nas mãos das famílias é um bom termômetro para entender como estamos. Quando falamos em renda, não é só sobre salários, mas sobre todo o recurso que entra em casa. É o que paga o aluguel, a feira, a escola das crianças e aquele passeio no fim de semana.

Pensando nisso, um retrato recente mostrou que, em 2025, cada pessoa no país tinha, em média, R$ 2.316 por mês para cobrir suas necessidades. Esse número não saiu do nada. Ele vem de uma pesquisa que bate à porta de milhares de lares brasileiros, colhendo informações preciosas sobre a nossa realidade econômica do dia a dia.

O valor atual representa um passo à frente. Em 2024, essa média estava em R$ 2.069. Se olharmos para trás, a evolução fica ainda mais clara: foram R$ 1.893 em 2023 e R$ 1.625 em 2022. É um movimento de recuperação, um sinal de que, aos poucos, a situação financeira das famílias está ganhando um fôlego novo.

Um país de muitas realidades

No entanto, essa média nacional esconde um detalhe fundamental: o Brasil é feito de muitas brasis. A distância entre o estado com a menor e a maior renda per capita é grande o suficiente para contar histórias completamente diferentes. Enquanto no Distrito Federal o valor chega a R$ 4.538, no Maranhão ele é de R$ 1.219.

Essa disparidade não é novidade, mas sempre impressiona. Significa que o poder de compra, o acesso a serviços e a qualidade de vida podem variar drasticamente dependendo do seu CEP. É uma informação crucial para entender os desafios de políticas públicas que precisam alcançar todo o território nacional.

Além do Distrito Federal, apenas nove estados conseguiram superar a média nacional. A lista é liderada por São Paulo (R$ 2.956), seguido por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, também aparecem no grupo, junto com Minas Gerais.

De onde vêm esses números?

Toda essa informação é fruto de um trabalho meticuloso de coleta. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, é realizada desde 2012. Seu objetivo é justamente captar as flutuações trimestrais no mercado de trabalho e na renda das famílias, desenhando um mapa do desenvolvimento socioeconômico do país.

A metodologia é simples de entender: somam-se todos os rendimentos de uma casa, incluindo salários, aposentadorias, aluguéis e outros. Esse total é então dividido pelo número de pessoas que moram no domicílio. Todos contam: crianças, idosos, empregados domésticos e seus parentes que morem no local.

Os valores considerados são os rendimentos brutos, ou seja, antes de qualquer desconto. A pesquisa captura o que foi efetivamente recebido no mês de referência, criando uma fotografia fiel do momento. É um processo que exige precisão, pois esses dados servem de base até para cálculos oficiais de repasses de verbas entre estados e a União.

O impacto dos anos recentes

Nenhuma análise recente escapa dos efeitos da pandemia de covid-19. Entre 2020 e 2021, a pesquisa enfrentou grandes desafios. O isolamento social e as restrições dificultaram muito o contato direto dos entrevistadores com as famílias, afetando a taxa de respostas.

Para não perder a série histórica e manter a confiabilidade, o instituto responsável precisou se adaptar. Nesses anos, usou informações coletadas em uma etapa posterior da pesquisa, a quinta visita ao domicílio. Foi uma solução técnica necessária para um problema prático sem precedentes.

A normalização veio com o tempo. A partir de 2022, com a retomada das atividades, o processo de recuperação das entrevistas começou. Em 2023, a situação já estava consolidada, permitindo o retorno ao padrão original de coleta. A pesquisa, assim como o país, segue ajustando seu passo após um período tão desafiador.

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