Você sabia que a rainha Elizabeth 2ª trabalhou literalmente até seus últimos momentos? Pois é. Um biógrafo revelou que, mesmo deitada no leito de morte, ela não deixou de lado seus deveres oficiais. A imagem de uma monarca idosa, cercada por papéis importantes horas antes de partir, mostra uma dedicação que vai muito além do protocolo.
Ela lidava com a chamada “caixa vermelha”, uma maleta de couro que chegava até ela todos os dias sem falta. Dentro, estavam documentos do governo que exigiam sua revisão pessoal, sua assinatura ou um simples visto. Era um ritual diário, uma tarefa que ela levava tão a sério que a última caixa foi devolvida apenas após o seu falecimento.
Para a rainha, aquilo não era um fardo. Ela encarava como parte fundamental do seu papel. Mesmo quando a equipe tentou aliviar sua carga nos anos finais, algumas decisões só podiam ser tomadas por ela. Por isso, as maletas seguiram chegando até a sua última semana de vida, mantendo-a conectada com os assuntos do reino até o fim.
Naquela última caixa vermelha, além dos documentos oficiais, havia duas cartas pessoais. Uma era destinada ao seu secretário particular e a outra, ao então príncipe Charles. O conteúdo exato permanece privado, mas o gesto em si já diz muito sobre a meticulosidade da rainha, que manteve a compostura e o cuidado até nas circunstâncias mais difíceis.
Entre os papéis, estavam as indicações para a Ordem do Mérito, uma importante honraria britânica. Ela não apenas sublinhou os nomes dos escolhidos, como fez anotações à margem. Imagine a cena: debilitada, mas com a mente clara o suficiente para tomar decisões de Estado. É um retrato poderoso de seu senso de dever inabalável.
Enquanto a maioria de nós, em situação similar, provavelmente estaria distante de qualquer preocupação laboral, ela seguia adiante. É difícil não se impressionar com essa postura. Ela literalmente checou sua “caixa de entrada” real até o último suspiro, um contraste marcante com o que qualquer pessoa comum faria.
### A relação inesperada com Donald Trump
Curiosamente, a rainha tinha uma relação bastante positiva com uma figura polarizadora: Donald Trump. O ex-presidente dos Estados Unidos sempre foi um declarado fã da família real britânica e, segundo o biógrafo, o sentimento era recíproco em termos de respeito profissional.
O primeiro encontro oficial entre eles, em 2018, estava programado para durar apenas quinze minutos. No entanto, a conversa fluiu de tal forma que se estendeu por quase uma hora. Pessoas próximas à rainha confirmaram que eles se deram muito bem naquela ocasião, surpreendendo até mesmo alguns observadores.
Elizabeth 2ª apreciava o que ela mesma chamava de “pessoas divertidas”. Ela preferia personalidades fortes e comunicativas a políticos excessivamente formais, nervosos ou intimidados pelo protocolo. Trump, com seu estilo direto e confiante, parece ter se encaixado nesse perfil que ela valorizava.
### Os hábitos simples à mesa real
A alimentação da rainha era um reflexo de sua personalidade: prática, simples e sem exageros. Ela fazia parte de uma geração moldada pela austeridade da Segunda Guerra Mundial, o que gerou um paladar bastante conservador. Comidas muito elaboradas ou exóticas simplesmente não a atraíam.
Em eventos públicos, o cuidado era redobrado. Tudo era pensado para evitar qualquer constrangimento. Imagine só: centenas de olhos fixos em cada garfada que você dá. Um fio de espaguete escorregadio ou um molho que respinga pode virar um pequeno incidente diplomático. Por isso, pratos simples como peixe, batatas e legumes eram a escolha segura.
Até o drink dela seguia uma lógica antifalta. Para que a fatia de limão não boiasse e atrapalhasse o beber, a equipe colocava dois cubos de gelo por cima dela, dentro do copo. Esse detalhe minucioso mostra o nível de planejamento que envolvia cada aspecto de sua vida pública, sempre com o objetivo de manter a elegância e evitar “micos”.
Ela comia rápido, com um autocontrole notável. Convidados em banquetes de estado no Palácio de Buckingham aprendiam isso na prática. Era preciso acompanhar o ritmo da soberana, porque assim que ela colocava os talheres no prato, os lacaios iniciavam a remoção de todos os pratos da mesa. Quem demorasse, ficava com fome.
Essa moderação era um hábito de família, transmitido aos seus filhos. Vários deles, inclusive, não consomem bebidas alcoólicas. A rainha via a alimentação como uma necessidade, não como um prazer. Seu verdadeiro prazer, até o fim, parece ter sido o simples e constante cumprimento do dever.
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