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‘Rainha da cetamina’ é condenada por droga que matou Matthew Perry

A condenação da mulher apontada como a principal fornecedora da cetamina ligada à morte do ator Matthew Perry marca um capítulo trágico e complexo. A justiça americana sentenciou Jasveen Sangha a quinze anos de prisão por distribuição da droga. Informações como estas, você encontra aqui no site.

O caso revela uma rede de distribuição que funcionava por meio de intermediários, conectando a fonte ao consumidor final. Promotores federais descreveram Sangha como a "rainha da cetamina" devido ao seu papel central. A pena foi anunciada nesta quarta-feira por um tribunal dos Estados Unidos.

Ela já havia se declarado culpada pelos crimes de manter um local para tráfico e distribuir a substância. As acusações incluíam um caso que resultou em morte ou lesão grave. A investigação traçou um caminho claro desde a fornecedora até o ator.

Os detalhes da investigação

A droga que chegou a Matthew Perry percorreu um caminho com várias etapas. De acordo com as autoridades, Jasveen Sangha vendia a cetamina diretamente para um homem chamado Erik Fleming. Ele, então, repassava o material para o assistente pessoal do ator, Kenneth Iwamasa.

Iwamasa é descrito como o elo final antes da substância chegar às mãos de Perry. Investigadores afirmam que, apenas em outubro de 2023, dezenas de ampolas foram vendidas para o círculo do ator. Em um único dia, teriam sido comercializadas cinquenta e uma unidades.

No dia da morte do ator, o próprio assistente aplicou pelo menos três injeções de cetamina nele. A notícia da tragédia, amplamente divulgada pela mídia, fez com que os envolvidos tentassem apagar seus rastros. Sangha entrou em contato com Fleming para discutir como se distanciar do caso.

A tentativa de apagar as evidências

Após saber da morte por meio das notícias, a condenada agiu rapidamente para cobrir seus passos. Ela usou o aplicativo de mensagens Signal para orientar seu comprador. A instrução foi clara: Fleming deveria apagar todas as mensagens trocadas entre eles.

No mesmo dia, Sangha alterou as configurações do próprio aplicativo para apagar conversas automaticamente. Essa atitude foi crucial para a acusação, demonstrando consciência da gravidade do que havia acontecido. As autoridades tiveram acesso a esses detalhes através do comunicado do Gabinete do Procurador.

Os promotores foram enfáticos ao pedir a pena de quinze anos, argumentando que ela continuou vendendo mesmo após a tragédia. Em documentos do caso, a acusação escreveu que a ré "não se importou e continuou vendendo". A motivação financeira teria falado mais alto.

As outras condenações no caso

Jasveen Sangha não foi a única pessoa a se declarar culpada neste processo trágico. Outras quatro pessoas também assumiram sua responsabilidade perante a justiça americana. Entre eles estão os já citados Kenneth Iwamasa e Erik Fleming.

Também foram acusados os médicos Mark Chavez e Salvador Plasencia, ligados ao fornecimento de substâncias controladas. Plasencia já recebeu sua sentença: dois anos e meio de prisão, cumpridos em regime fechado. Ele foi condenado em dezembro do ano passado.

Já o médico Mark Chavez recebeu uma pena alternativa à prisão. Ele foi sentenciado a oito meses de detenção domiciliar e a três anos de liberdade supervisionada. O caso segue como um alerta sombrio sobre os perigos das redes de distribuição de drogas.

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