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Quem sobreviveu aos anos 2000 pode superar todos os desafios, afirma Paris Hilton

Lembra da Paris Hilton que você via nas capas de revista nos anos 2000? Aquela loira, sempre saindo de baladas e cercada de flashes? Pois é, essa imagem está prestes a ganhar uma nova camada. Um documentário que chega aos cinemas brasileiros no fim deste mês promete mostrar quem realmente está por trás de toda aquela fama.

A produção, chamada “Infinite Icon: Uma Memória Visual”, acompanha a preparação dela para a turnê do seu mais recente álbum. Mas vai muito além da música. O filme mergulha na trajetória da estrela, desde a infância até os dias de hoje. A ideia é revelar a pessoa por trás do personagem público que todos achavam conhecer.

Paris construiu, de forma independente, um império de negócios avaliado em centenas de milhões de dólares. Ela viajava mais de 250 dias por ano para administrar tudo. A música, por mais que seja uma paixão, acabou ficando em segundo plano por falta de tempo. Agora, ela decidiu resgatar esse lado artístico.

Da vida noturna ao centro das atenções

Sua história pública começou nas pistas de dança de Los Angeles no final dos anos 1990. Enquanto se divertia dentro das baladas, os fotógrafos aguardavam do lado de fora. As imagens da jovem herdeira, sempre bem vestida e com um sorriso no rosto, rapidamente viraram mercadoria para as revistas. O que parecia apenas diversão se transformou em um fenômeno midiático.

Ela conta que, no início, tudo era visto como algo inocente. Ser reconhecida e ter suas fotos publicadas não parecia um problema. Porém, o tom da cobertura foi mudando aos poucos. O tratamento dado pela mídia ficou mais intenso e, em muitos momentos, cruel. Um pequeno grupo de jovens famosas virou o centro das atenções e do entretenimento.

Ninguém as avisou sobre o que estava por vir. Para Paris, que já carregava traumas de um período difícil em um colégio interno durante a adolescência, a pressão foi especialmente dura. Ela acredita que ter passado por essas experiências anteriores a fortaleceu para enfrentar o turbilhão da fama nos anos 2000.

O peso dos tabloides e a força das “meninas”

A cultura dos tabloides naquela época era uma força avassaladora. Imagens de qualquer evento, muitas vezes obtidas de forma invasiva, eram vendidas por grandes quantias. A juventude e os supostos excessos de Paris Hilton, Nicole Richie, Britney Spears e Lindsay Lohan se transformaram em narrativas públicas. Cada uma lidou com esse tsunami à sua maneira.

Hoje, Paris olha para trás com orgulho da resiliência desse grupo. Ela comenta que Nicole Richie está ótima, focada em seus negócios e sendo uma mãe maravilhosa. Lindsay Lohan também segue bem, com novos projetos no cinema. Recentemente, Paris até organizou um jantar de aniversário para Britney Spears.

Ela destaca a força que Britney precisou ter para superar tudo o que viveu. Paris resume o sentimento com uma frase poderosa: se você conseguiu sobreviver aos anos 2000, consegue sobreviver a qualquer coisa. Essa é a história que o documentário quer contar.

Uma vida além dos holofotes

Muita gente não sabe, mas a primeira apresentação de Paris Hilton como DJ foi no Brasil, em São Paulo, no encerramento de um show de Jennifer Lopez. Esse é só um detalhe de uma carreira multifacetada. Sua empresa, a 11:11 Media, reúne perfumes, linhas de beleza, moda e diversos outros investimentos.

A fama de sua vida pessoal, inclusive, inspirou até o cinema. O filme “Bling Ring: A Gangue de Hollywood”, de Sofia Coppola, usou a mansão dela em Los Angeles como locação. A história real era sobre jovens que roubavam celebridades. Na época, quem organizava os looks e a agenda de Paris era ninguém menos que Kim Kardashian.

O documentário “Infinite Icon” é a chance de ver essa jornada sob uma nova luz. Não se trata apenas de relembrar o passado, mas de entender a construção de uma pessoa que sempre foi muito mais do que os flashes capturavam. A socialite dos anos 2000 deu lugar a uma empresária e artista que ainda tem muito a mostrar.

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