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Putin e Trump não aceitam ideia de cessar-fogo temporário antes de acordo

O encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia começou com uma pequena demora neste domingo. A reunião, que aconteceu na Flórida, tinha um objetivo claro: discutir os caminhos para encerrar o conflito e o apoio contínuo ao país europeu. O clima foi de expectativa, com Donald Trump afirmando que as garantias de segurança para a Ucrânia seriam sólidas e que as nações europeias estariam profundamente envolvidas no processo.

Antes de sentar com Volodymyr Zelensky, o presidente americano já havia dado um passo importante. Ele conversou por telefone com o líder russo, Vladimir Putin, em um diálogo descrito como positivo por ambos os lados. Esse contato prévio é visto como um movimento estratégico para alinhar posições antes das negociações principais. A sensação é de que os canais de diálogo estão abertos, mesmo com as enormes diferenças.

Trump foi direto ao ponto ao falar com jornalistas. Ele disse que as negociações estão em sua "fase final", mas evitou criar expectativas sobre um prazo concreto para a paz. Essa postura realista tenta equilibrar a urgência do fim da guerra com a complexidade dos detalhes que ainda precisam ser costurados. A impressão é de cautela, mesmo com os avanços relatados.

O posicionamento das partes

Um ponto crucial veio à tona: ambos os líderes rejeitam a ideia de um cessar-fogo temporário antes que um acordo completo seja fechado. Essa proposta, pressionada pela Europa e pela própria Ucrânia, é vista como um risco. A assessoria do Kremlin foi enfática ao afirmar que uma pausa sem um tratado definitivo só prolongaria o sofrimento e poderia reacender as hostilidades de forma ainda mais intensa.

Do lado russo, o tom também foi de defesa. O ministro das Relações Exteriores, Serguéi Lavrov, garantiu que a Rússia não tem intenção de atacar nenhum país europeu. A condição, claro, é que ela mesma não seja atacada primeiro. Ele ainda elogiou os esforços de Donald Trump nas negociações, agradecendo o trabalho da equipe americana para buscar uma solução pacífica e duradoura.

Lavrov não poupou críticas ao continente europeu. Na visão de Moscou, a Europa é o maior obstáculo para a paz, ao continuar fornecendo dinheiro e armas à Ucrânia. O objetivo por trás dessas ações, segundo ele, seria o desejo de ver a economia russa entrar em colapso sob o peso das sanções. É uma visão que mostra o abismo de interpretações sobre o conflito.

Os pontos centrais da proposta

A conversa entre Trump e Zelensky não foi vaga. Ela se baseou em um documento concreto, preparado pelos Estados Unidos, com vinte pontos para interromper a guerra. Um dos itens mais sensíveis é a retirada das forças ucranianas da região de Donbass, que ainda inclui a cidade de Donetsk. Essa medida, se confirmada, representaria uma mudança significativa no mapa do conflito.

Outro tema delicado é o controle da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa e atualmente sob administração russa. A proposta americana sugere um controle tripartite, envolvendo Rússia, Ucrânia e os próprios Estados Unidos. Paralelamente, a Ucrânia reafirmaria seu compromisso como território não nuclear, um princípio já estabelecido em tratados internacionais.

Em troca dessas concessões, a Ucrânia receberia uma série de compensações. Haveria garantias de segurança robustas dos Estados Unidos, um caminho acelerado para ingressar na União Europeia e incentivos econômicos para a reconstrução do país. A arquitetura de segurança prevê ainda um acordo de não agressão bilateral e um compromisso da Rússia de não atacar nações europeias.

Para assegurar que todos cumpram o combinado, o plano estabelece um conselho de monitoramento. Esse grupo seria formado por representantes dos Estados Unidos, Ucrânia, Rússia, Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte. A ideia é criar um mecanismo que supervise a implementação dos acordos, dando mais solidez a um frágil processo de paz. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec.

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