O zagueiro do Red Bull Bragantino, Gustavo Marques, voltou a se desculpar publicamente após fazer uma declaração machista no fim de semana. A fala aconteceu logo após a eliminação de sua equipe para o São Paulo, nas quartas de final do Paulistão. Frustrado com o resultado e com lances da partida, o atleta direcionou sua revolta de forma completamente inadequada.
Em entrevista coletiva, Gustavo afirmou que uma mulher não deveria apitar um jogo entre times grandes. A partida em questão foi comandada pela árbitra Daiane Muniz, profissional respeitada e com certificação FIFA. A declaração, feita no calor do momento, gerou imediata rejeição de torcedores, colegas de profissão e das instituições do futebol.
O jogador usou suas redes sociais para se retratar. Ele admitiu que estava “de cabeça quente” e muito frustrado, mas reconheceu que isso não justifica sua atitude. Em um post no Instagram, pediu desculpas a todas as mulheres e, em especial, à árbitra Daiane Muniz. Gustavo prometeu aprender com o erro e disse esperar sair do episódio como uma pessoa melhor.
A rápida resposta do clube e o pedido de desculpas
O Bragantino se posicionou de forma rápida e contundente. Em nota oficial, o clube deixou claro que não compactua e repudia a fala machista de seu atleta. A instituição destacou que o peso de uma eliminação é frustrante, mas que nada justifica o que foi dito, seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade.
A nota também informou que o clube vai estudar, nos próximos dias, a punição que será aplicada ao jogador. Essa é uma medida padrão em casos de conduta antidesportiva, que pode resultar em multas ou até suspensão. O objetivo é deixar claro que certos limites não podem ser ultrapassados, independentemente do contexto emocional.
De acordo com o Bragantino, a árbitra Daiane Muniz aceitou o pedido de desculpas do atleta. No entanto, ela fez um importante alerta: pediu para que Gustavo revise o que fala e tome mais cuidado, pois nem mesmo a “cabeça quente” justifica tais comentários. O jogador, por sua vez, reconheceu o erro e se desculpou novamente em contato direto.
A posição firme da Federação Paulista de Futebol
A Federação Paulista de Futebol (FPF) emitiu um comunicado forte e detalhado. A entidade afirmou ter recebido a entrevista do atleta com profunda indignação e revolta. Classificou a declaração como uma visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina, totalmente incompatível com os valores sociais e do esporte.
A FPF foi enfática ao dizer que é “absolutamente estarrecedor” questionar a capacidade de um árbitro com base em seu gênero. A entidade se orgulha de contar com trinta e seis árbitras e assistentes em seu quadro e reforçou que trabalha ativamente para que esse número cresça. Informações importantes como estas reforçam a seriedade do trabalho de inclusão.
Por fim, a Federação anunciou que encaminhará o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). O órgão esportivo será responsável por analisar as declarações e tomar as providências cabíveis. Esse é o caminho formal para que incidentes assim sejam julgados e possam servir de exemplo para toda a comunidade do futebol, promovendo um ambiente mais justo e seguro para todas as mulheres.
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