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Processo explosivo: Marcão do Povo acusa Ludmilla de danos moral, profissional e reputacional

O caso entre Marcão do Povo e Ludmilla tomou um novo rumo nos últimos dias. Depois de uma longa batalha judicial sobre acusações de racismo, agora é o apresentador quem vai à Justiça. A ação judicial movida por ele tem como foco um vídeo publicado pela cantora.

Ludmilla usou suas redes sociais para criticar a absolvição de Marcão em um caso antigo. No vídeo, ela também questionou o silêncio da emissora SBT sobre o assunto. A publicação rapidamente viralizou e foi replicada por diversos portais de entretenimento.

Essa repercussão massiva, segundo a defesa do comunicador, causou sérios danos. O advogado alega que a fala da artista reforçou publicamente uma acusação falsa. A imagem profissional e a honra do apresentador teriam sido diretamente atingidas.

O que motivou a nova ação judicial

O ponto central da queixa-crime é o conteúdo do vídeo. Nele, Ludmilla se refere a Marcão como um “apresentador condenado ao racismo”. A afirmação foi feita de maneira categórica e direta para seus milhões de seguidores.

Para o advogado do jornalista, isso vai muito além de uma simples opinião ou crítica. A declaração foi apresentada como se fosse um fato judicial consolidado. Essa suposta distorção dos fatos é o principal motivo da representação criminal.

A defesa argumenta que a cantora ultrapassou os limites da liberdade de expressão. Ao divulgar uma informação que não corresponde à realidade jurídica, ela teria agido de má-fé. O resultado foi a criação de uma narrativa pública enganosa e prejudicial.

Os detalhes do processo original de 2017

Tudo começou em 2017, quando Marcão comandava o “Balanço Geral DF”. Em um deslize ao vivo, ele se referiu à cantora com um termo ofensivo e racista. O episódio gerou um processo, mas o caminho judicial foi longo e cheio de idas e vindas.

Inicialmente, o apresentador foi absolvido. Depois, uma instância revisou a decisão e o condenou. O caso seguiu subindo até chegar ao Superior Tribunal de Justiça, o STJ. Foi essa corte superior que, ao final, restaurou a absolvição inicial.

Portanto, não há uma condenação penal definitiva contra Marcão. Essa é a informação jurídica que a defesa afirma ter sido ignorada. O trâmite complexo dos recursos muitas vezes gera confusão sobre o resultado final de um caso.

As acusações presentes na nova queixa

Na petição, o advogado de Marcão lista três crimes: calúnia, difamação e injúria. A calúnia estaria na acusação falsa de um crime específico, o racismo. A difamação se daria pelo dano à reputação perante a sociedade.

Já a injúria estaria relacionada à ofensa direta à dignidade do apresentador. A defesa sustenta que o vídeo da cantora se encaixa perfeitamente nessas definições. O pedido é pela abertura de um inquérito policial para investigar a conduta.

O documento também menciona o risco de um “linchamento público digital”. A ideia é que a viralização de acusações não comprovadas gera uma condenação midiática. Esse fenômeno pode causar danos irreparáveis antes mesmo de qualquer decisão judicial.

O que acontece a partir de agora

Com a queixa-crime protocolada, a bola agora está com a polícia de Barueri. Os investigadores vão analisar o documento e o vídeo em questão. Eles decidirão se há elementos suficientes para dar andamento ao inquérito solicitado.

Caso proceda, Ludmilla será notificada para prestar depoimento e apresentar sua defesa. É o início de mais um capítulo processual entre os dois. Um capítulo que agora inverte os papéis de acusador e acusado.

Enquanto isso, a discussão pública sobre os limites da liberdade de expressão segue aquecida. O caso realça como declarações nas redes sociais podem ter consequências jurídicas sérias. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec.

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