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Primeira Superlua de 2026 pode ser vista neste sábado (03)

Vamos combinar uma coisa: no próximo sábado, muita gente vai olhar para o céu esperando ver uma lua gigante. A tal da Superlua promete um espetáculo, mas a realidade é um pouco mais sutil. Astrônomos explicam que o nome técnico do fenômeno é Lua Cheia de Perigeu.

Isso acontece quando a fase cheia coincide com o ponto da órbita mais próximo da Terra. O termo "Perigeu" vem justamente dessa proximidade. Apesar do nome popular empolgante, a mudança visual é bastante discreta para os nossos olhos.

A diferença real no tamanho aparente é de cerca de seis por cento. O brilho pode aumentar em até treze por cento em comparação com uma lua cheia média. A lua não cresce magicamente; ela apenas está um pouco mais perto de nós naquele momento específico.

Entendendo o ciclo lunar

Todo mês, a lua passa por um ponto mais próximo e outro mais distante da Terra em sua órbita. O mais próximo é o perigeu, e o mais distante se chama apogeu. A Superlua ocorre quando a lua cheia acontece durante a passagem pelo perigeu.

É um alinhamento de timing orbital e fase lunar. Quando a lua cheia acontece no apogeu, temos o oposto: a Microlua. A distância faz toda a diferença, mas em uma escala que exige atenção para ser notada.

Para ilustrar, imagine segurar uma bola de basquete com os braços estendidos. Ao trazê-la mais perto do rosto, ela parece maior. Afastando-a, parece menor. É o mesmo efeito com a lua, só que a distância envolvida é de centenas de milhares de quilômetros.

A percepção a olho nu

Aqui vai o ponto crucial: notar a diferença sem instrumentos é um desafio. Para a maioria de nós, que não observa o céu com métricas precisas toda noite, a lua do sábado parecerá simplesmente uma lua cheia bonita e brilhante. Astrônomos até consideram o termo "Superlua" um exagero.

Isso porque a expectativa criada é de uma lua colossal, o que não vai acontecer. A variação no tamanho aparente é pequena se considerarmos a distância média de cerca de 384 mil quilômetros entre a Terra e a lua. A diferença no sábado é de alguns milhares de quilômetros apenas.

Um professor de astronomia brinca que é como a nossa distância do sol no verão. Estamos mais perto, mas ninguém percebe o sol maior. A escala do universo é generosa nas medidas, mas frugal nas aparências dramáticas.

Microlua e a questão das escalas

Falando em oposto, a próxima Microlua está prevista para maio. Nela, a lua cheia ocorre no apogeu, o ponto mais distante. A diferença no diâmetro aparente, comparando a "super" de janeiro com a "micro" de maio, é de alguns minutos de arco.

Essa medida angular é pequena. Seria como notar a diferença entre uma moeda de um real e outra de um real e cinco centavos vistas a trinta metros de distância. A olho nu, é praticamente imperceptível sem um ponto de referência direto.

Por isso, especialistas enfatizam que, fisicamente, esses fenômenos são coincidências orbitais interessantes, mas de pouca relevância prática. A lua continua linda em qualquer fase. O verdadeiro espetáculo está em simplesmente apreciá-la, com ou um nome especial.

O importante é aproveitar a noite de sábado. A lua estará cheia e brilhante, um convite para uma pausa e um olhar para o céu. Se ela parecer um pouco mais impressionante, pode ser um efeito da sua imaginação ou da atmosfera mais limpa.

De qualquer forma, é uma boa desculpa para observar nosso satélite natural. Talvez com um telescópio simples ou binóculos, os detalhes da superfície ficarão mais nítidos. A beleza da astronomia está muitas vezes nos detalhes que descobrimos quando paramos para olhar.

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