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Prévia da inflação de janeiro desacelera e fica em 0,20%

A prévia da inflação de janeiro chegou com um alívio moderado para o bolso do brasileiro. O IPCA-15, aquele indicador que antecipa a inflação oficial, registrou alta de 0,20% no mês. Essa taxa representa uma pequena desaceleração frente ao resultado de dezembro, mostrando que os preços continuam subindo, mas em um ritmo um pouco mais contido no início do ano.

Se você sentiu o mês mais apertado, não está sozinho. O grupo que mais pesou no resultado foi Saúde e cuidados pessoais, puxado principalmente pelos artigos de higiene. Itens como shampoo, sabonete e pasta de dente ficaram mais caros, impactando diretamente o orçamento familiar no começo do ano, período de muitas compras.

Por outro lado, dois gastos importantes deram uma trégua. As contas de luz caíram, graça à bandeira tarifária verde, e os transportes também ficaram mais baratos em média. Essa mistura de altas e baixas em setores diferentes é o que define o dia a dia da inflação, onde uma boa notícia em uma ponta pode ser anulada por um susto em outra.

A pressão maior veio do supermercado e da farmácia

Um movimento importante interrompeu uma sequência de sete meses de recuos: a alimentação em casa voltou a subir. O grupo de Alimentação e Bebidas, que tem o maior peso no cálculo do índice, acelerou sua alta. Na prática, isso significa que a conta do mercado ficou mais salgada, com destaque para aumentos expressivos no tomate e na batata.

Enquanto alguns vegetais dispararam, outros produtos trouxeram algum alívio. O leite longa vida, o arroz e o café moído apresentaram quedas de preço. Já quem costuma fazer refeições fora de casa sentiu o impacto no bolso, com lanches e refeições em restaurantes ficando mais caros. É aquele cenário clássico onde é preciso ficar de olho nas prateleiras para equilibrar o orçamento.

O campeão de inflação no mês, no entanto, foi o grupo de Saúde e cuidados pessoais. Além dos já citados artigos de higiene, os planos de saúde também tiveram alta. Na outra ponta, a comunicação registrou a segunda maior variação, influenciada pelo aumento no preço de aparelhos telefônicos. São gastos essenciais e difíceis de cortar, que pesam ainda mais no início do ano.

Transporte e habitação trouxeram o alívio para as contas

O grupo de Transportes apresentou queda, e o motivo principal foram as passagens aéreas, que ficaram significativamente mais baratas. O ônibus urbano também recuou em várias capitais, impulsionado por políticas de tarifa zero ou gratuidade em domingos e feriados, como aconteceu em Belo Horizonte.

Porém, nem tudo foram flores no transporte. Enquanto passagens aéreas e ônibus caíram, os combustíveis subiram no período, com o etanol liderando o aumento nas bombas. Além disso, algumas capitais registraram reajustes nas tarifas de metrô e trem, mostrando como o cenário do transporte é diverso e depende muito da cidade onde você vive.

Na Habitação, a boa notícia veio da energia elétrica. A mudança da bandeira tarifária amarela para a verde fez com que a conta de luz ficasse mais leve para os consumidores residenciais. Esse foi, inclusive, o fator que mais puxou a inflação para baixo em janeiro. No entanto, serviços de água e esgoto e o gás encanado tiveram reajustes em diversas regiões, compensando parte do alívio.

As diferenças regionais foram bastante marcantes

A experiência com a inflação em janeiro dependeu muito do seu endereço. A maior prévia foi registrada em Recife, onde os preços subiram 0,64%. Lá, a pressão veio especialmente do aumento da gasolina e dos produtos de higiene pessoal. É um exemplo claro de como fatores locais moldam o custo de vida.

Na direção oposta, São Paulo teve o menor índice, praticamente estável, com uma variação de -0,04%. Na capital paulista, quedas expressivas no preço do leite longa vida e na conta de energia elétrica foram determinantes para segurar a inflação. Essa disparidade entre regiões é um lembrete de que a economia é vivida de forma diferente em cada canto do país.

Olhando para frente, o acumulado dos últimos doze meses segue dentro do esperado, mas ainda requer atenção. O ritmo dos preços é como um termômetro da economia, e entender para onde cada item está indo ajuda a planejar melhor os gastos do mês. A próxima prévia, referente a fevereiro, será divulgada no final do mês que vem, dando novos sinais sobre a direção do nosso poder de compra.

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