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Prestianni vai se defender na UEFA revelando insulto que Vini Jr o chamou

Uma investigação da UEFA sobre supostos insultos trocados em campo ganhou novos capítulos. O caso envolve o brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, e o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica. O que parecia um conflito com uma única versão agora se mostra uma disputa de narrativas.

A acusação inicial é grave: Vini Jr. alega que foi chamado de "macaco" durante o jogo de ida das oitavas da Champions League. O regulamento disciplinar europeu é claro sobre ataques à dignidade humana. Ofensas racistas podem render suspensões longas, de até dez jogos.

No entanto, a defesa do jogador argentino prepara um contra-ataque. Segundo informações publicadas, Prestianni nega o insulto racial. Ele pretende alegar que, na verdade, foi o brasileiro quem o ofendeu primeiro, com comentários sobre sua altura.

A estratégia jurídica do atleta de 20 anos busca redirecionar o foco da investigação. A ideia é apresentar a discussão como uma troca de insultos de outra natureza, não racial. O problema é que o código disciplinar também pune ofensas homofóbicas ou relacionadas a características físicas.

Ou seja, mesmo mudando o teor da ofensa, o risco de punição severa permanece. A UEFA leva muito a sério qualquer violação do Artigo 14 do seu regulamento. O objetivo da entidade é coibir todo e qualquer comportamento discriminatório dentro de campo.

Enquanto isso, o empresário de Prestianni nega publicamente essas informações sobre a defesa. Em declarações, ele afirmou que tudo o que foi publicado é falso e que ninguém da UEFA os contactou oficialmente sobre sanções. O grupo prefere agora aguardar o desfecho com tranquilidade.

A suspensão preventiva e seus desdobramentos

A UEFA não esperou o fim das apurações para tomar uma primeira decisão. Gianluca Prestianni recebeu uma suspensão preventiva de um jogo. Isso significa que ele está automaticamente fora da partida de volta, no Santiago Bernabéu.

A medida foi tomada com base no relatório preliminar do inspetor de ética. A entidade identificou indícios suficientes de uma violação para justificar a ação imediata. A investigação completa, porém, ainda pode levar semanas para ser finalizada.

O Benfica, claro, não aceitou a decisão e entrou com um recurso urgente. Tanto que o jogador viajou com a delegação para Madrid. O clube português mantinha a esperança de uma reversão de última hora, permitindo que ele fosse uma opção para tentar a classificação.

O que esperar do futuro do caso

Todo esse impasse jurídico deixa o futebol em uma posição delicada. O esporte continua lutando para erradicar episódios de discriminação. Casos complexos como este testam a eficácia dos regulamentos e a clareza das apurações.

A palavra final, é claro, caberá aos órgãos disciplinares da UEFA. Eles avaliarão todas as evidências, os depoimentos e o contexto da discussão. A punição, se houver, será proporcional à gravidade da infração comprovada.

Enquanto o processo segue seu curso, os jogadores precisam focar no futebol. O espetáculo em campo não pode ser ofuscado por conflitos que, idealmente, deveriam estar restritos aos tempos em que não existiam câmeras e microfones em todo lugar. A lição, mais uma vez, é de que cada palavra pode ter um peso enorme.

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