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Presidente do SBT liga para Erika Hilton e pede desculpas por fala de Ratinho

O SBT entrou em contato com a deputada federal Erika Hilton para se desculpar formalmente. A ligação foi feita pela presidente da emissora, Daniela Abravanel Beyruti, na manhã desta quinta-feira. O gesto ocorreu após as declarações do apresentador Ratinho durante seu programa ao vivo.

A conversa entre a executiva e a parlamentar durou aproximadamente dez minutos. Segundo relatos, o tom foi respeitoso e direto, com foco no ocorrido. A deputada destacou a educação e a gentileza da presidente do canal durante o diálogo.

Erika Hilton também aproveitou para relembrar sua ligação afetiva com a emissora. Ela mencionou que sua avó e sua família sempre foram espectadoras do SBT. Crescer vendo Silvio Santos e sua programação era um hábito comum em muitos lares brasileiros.

O pedido de desculpas oficial

Daniela Abravanel reiterou as desculpas que já haviam sido divulgadas publicamente pelo SBT. Ela deixou claro que o posicionamento vinha em nome de toda a empresa. A executiva também afirmou que medidas internas seriam tomadas pela direção.

A deputada confirmou a informação em uma entrevista concedida a um portal de notícias. O conteúdo da ligação deixou claro o reconhecimento da gravidade do caso. O assunto agora segue nas mãos das autoridades competentes e da justiça.

Além do pedido de desculpas, Erika Hilton já havia tomado providências legais. Ela protocolou uma representação no Ministério Público de São Paulo. O documento pede a abertura de um inquérito para apurar as declarações do apresentador.

As declarações e as consequências legais

O incidente ocorreu durante a edição do programa na noite de quarta-feira. Ao comentar a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão da Mulher, o apresentador fez afirmações transfóbicas. Ele questionou publicamente a condição de mulher da deputada.

Ratinho disse que, para ser mulher, era preciso "ter útero, menstruar e ficar chata alguns dias". As falas foram ao ar e rapidamente repercutiram nas redes sociais. A reação foi imediata, com pedidos de retratação e punição.

As declarações são tratadas como crime de intolerância. A pena prevista para esse tipo de ofensa pode chegar a seis anos de prisão. A deputada também ingressou com uma ação cível pedindo indenização por danos morais coletivos.

As demandas da deputada

O valor da indenização solicitada é de dez milhões de reais. Erika Hilton propõe que o montante seja revertido para projetos de proteção a mulheres vítimas de violência. A ideia é transformar o episódio em uma ação de impacto social positivo.

Outra demanda formal é a suspensão do programa por um período de trinta dias. A medida seria uma forma de responsabilização pela gravidade do conteúdo veiculado. O caso agora depende das análises do Ministério Público e do Ministério das Comunicações.

O apresentador ainda não se manifestou publicamente após o pedido de desculpas da emissora. A situação expõe a necessidade constante de debate sobre respeito e diversidade na mídia. A sociedade acompanha atenta os desdobramentos dessa história.

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