Se você está pensando em comprar, vender ou apenas acompanhar o mercado, os números recentes trazem um movimento interessante. Os preços dos imóveis residenciais no país subiram bastante no último ano, mas o ritmo começa a dar uma segurada. É um daqueles momentos que exigem atenção, pois o cenário pode variar muito dependendo do seu código de endereçamento postal.
Nos últimos doze meses, até novembro, a alta acumulada foi de 17,14%. Um aumento expressivo, que reflete um período de aquecimento no setor. No entanto, olhando apenas para o mês de novembro, a subida foi mais modesta, de 1,15%. Isso indica uma certa perda de fôlego na escalada de preços, um sinal importante para o mercado.
Essa desaceleração mensal não foi um fenômeno isolado. Pelo contrário, espalhou-se pela maioria das grandes cidades brasileiras. De outubro para novembro, nove das dez capitais analisadas viram o ritmo de alta diminuir. Apenas uma cidade seguiu na contramão dessa tendência nacional de crescimento mais lento.
O panorama nas capitais
A exceção que confirma a regra foi Goiânia. Enquanto outras metrópoles freavam, os preços por lá aceleraram. A variação passou de 0,70% em outubro para 1,13% em novembro. Um movimento que chama a atenção e mostra como cada localidade pode ter dinâmicas próprias, mesmo em um cenário nacional definido.
No Sudeste, as desacelerações foram bastante nítidas. São Paulo viu a taxa cair de 2,41% para 1,11%. No Rio de Janeiro, o recuo foi mais acentuado, indo de 2,15% para apenas 0,29%. Belo Horizonte também seguiu essa linha, com a alta desacelerando de 2,14% para 0,56% entre os dois meses.
A região Nordeste não ficou de fora. Recife registrou uma desaceleração considerável, saindo de uma alta de 3,43% para 2,19%. Em Salvador, os preços, que haviam subido 3,05% em outubro, tiveram uma variação de 2% em novembro. Fortaleza manteve uma trajetória mais estável, com uma leve redução no ritmo.
Entendendo o índice e seus reflexos
No Sul, o movimento se repetiu. Porto Alegre passou de uma variação de 2,81% para 1,49%. Curitiba, por sua vez, desacelerou de 2,46% para 2,13%. Até Brasília, que costuma ter um mercado peculiar, acompanhou a tendência nacional com um recuo significativo na velocidade de alta.
Mas, afinal, de onde vêm esses números? Eles são calculados pelo Índice Geral do Mercado Imobiliário (IGMI-R). O indicador é formado a partir da análise de laudos de imóveis financiados por instituições bancárias. Ou seja, espelha o que realmente está sendo negociado e financiado no mercado.
Essas informações ajudam a entender não só o passado, mas a traçar expectativas. Para quem planeja um financiamento, saber que os preços deram uma desacelerada pode trazer um fôlego. Para o vendedor, é um sinal para calibrar as expectativas. Fique de olho, pois o mercado imobiliário está sempre em movimento.
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