Você sempre atualizado

Porto do Pecém bate recorde na movimentação de contêineres, alcança 20,9 milhões de toneladas e cresce 7% em 2025

O Porto do Pecém acabou de fechar o ano de 2025 com números que impressionam. A movimentação total passou de vinte milhões de toneladas, um crescimento de sete por cento. Esse desempenho confirma a força do complexo cearense no cenário logístico nacional.

O grande destaque, no entanto, vem dos contêineres. O porto bateu um recorde histórico, movimentando mais de setecentos e seis mil unidades. Esse volume representa um salto expressivo de vinte e sete por cento em relação ao ano anterior. São números que mostram um ritmo acelerado de crescimento.

As rotas internacionais também tiveram um ano excepcional. Elas movimentaram nove milhões e seiscentas mil toneladas, um aumento de dezenove por cento. Esse resultado fortalece a conexão do Brasil com mercados ao redor do mundo. O porto se consolida como uma ponte importante para o comércio exterior.

Desembarques: o que chega pelo mar

Quando olhamos para os produtos que desembarcaram no Pecém, vemos a diversidade. A liderança ficou com os minérios, que somaram quase quatro milhões de toneladas. Em seguida, vieram os cereais, com quatrocentas e cinquenta e cinco mil toneladas. Combustíveis e produtos químicos orgânicos também tiveram presença forte.

Esses itens são essenciais para abastecer a indústria nacional. Eles chegam por navios de longo curso, vindos de vários continentes. O porto funciona como uma porta de entrada estratégica para insumos. Essa capacidade é vital para a produção interna.

Os números de desembarques cresceram quase cinco por cento em relação a 2024. Esse movimento constante garante o fluxo de materiais para o parque industrial. É um ciclo que sustenta empregos e gera desenvolvimento econômico. A logística eficiente faz toda a diferença nesse processo.

Embarques: o Brasil que vai para o mundo

Do outro lado, os embarques mostram o que o Brasil exporta. O porto enviou sete milhões e oitocentas mil toneladas para outros países. O sal foi o produto mais exportado, com setecentas e trinta e seis mil toneladas. Ferro fundido, plásticos e produtos químicos também tiveram participação significativa.

Esse desempenho representa um crescimento de onze por cento nas vendas externas. Cada contêiner que sai carrega produtos com valor agregado. Eles seguem para portos na Ásia, Europa e Américas. Essa é a face mais visível da nossa participação no comércio global.

As frutas frescas merecem uma menção especial. A movimentação desse setor cresceu catorze por cento. Melões, melancias e mamões lideraram com um aumento de vinte e sete por cento. O porto mostra sua forte vocação para o agronegócio de exportação. Levar produtos perecíveis exige uma operação ágil e bem coordenada.

O futuro já em construção

Os planos para o futuro do Pecém são ambiciosos e concretos. Um Terminal de Tancagem, com investimento de seiscentos milhões de reais, está em obras. Sua operação está prevista para começar em 2027. Esse projeto vai ampliar a capacidade de armazenamento de líquidos.

Outro grande empreendimento é o terminal da Transnordestina. Com um investimento de um bilhão e trezentos milhões, deve começar em 2028. A expectativa é movimentar seis milhões de toneladas já no primeiro ano. Essa infraestrutura vai integrar ainda mais o porto com o interior do Nordeste.

Os projetos de energia renovável também ganham espaço. O Terminal de Gás do Nordeste tem previsão de operação para 2030. Já o Hub de Hidrogênio Verde tem uma etapa importante marcada para 2027. A área do porto ainda vai abrigar um grande complexo de data centers. São investimentos que preparam o Ceará para as próximas décadas.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.