A polícia penal de Santa Catarina levou uma hora e trinta e três minutos para aparecer no endereço de Silvinei Vasques. O aviso era sobre um problema na tornozeleira eletrônica do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal. Ele foi condenado por participar de uma tentativa de golpe de estado no país.
Silvinei Vasques já não estava mais em casa quando as equipes chegaram. A captura dele aconteceu apenas no dia seguinte, no Paraguai. Enquanto isso, no Brasil, o caso revela detalhes curiosos sobre monitoramento e responsabilidades.
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### O tempo de resposta da polícia penal
A notificação sobre a tornozeleira chegou ao órgão catarinense às 18h30 de uma quinta-feira. A equipe de fiscalização se mobilizou e seguiu para o endereço informado. Eles apareceram no local exatamente às 20h03 para uma verificação.
Os agentes bateram à porta do apartamento, mas ninguém atendeu. A vaga de garagem associada ao réu também estava completamente vazia. A polícia federal repetiu o procedimento pouco depois e encontrou a mesma cena.
O trabalho da polícia penal era apenas checar o local, sem assumir a custódia do monitorado. Eles cumpriram um protocolo interno de oficialização da solicitação. O deslocamento até o condomínio consumiu parte do tempo total.
### Quem devia monitorar a tornozeleira?
A tornozeleira eletrônica era de responsabilidade do Distrito Federal, não de Santa Catarina. Vasques morava em São José, mas seu monitoramento não estava a cargo do estado. A polícia local foi acionada como um simples apoio operacional.
O objetivo único era realizar uma verificação presencial no endereço fornecido. Não havia transferência formal da custódia ou da fiscalização principal. A atuação seguiu os trâmites operacionais previstos para esse tipo de situação.
O sistema depende de coordenação entre diferentes unidades federativas. Um problema técnico, como uma bateria fraca, gera alertas automáticos. A agilidade na resposta pode variar conforme os protocolos de cada região.
### Os últimos momentos antes da fuga
A última imagem de Silvinei Vasques no condomínio é do dia anterior à ação policial. Registros mostram que ele esteve no local até as 19h22 do dia 24 de dezembro. Na tarde seguinte, quando a polícia chegou, ele já havia partido.
O ex-diretor da PRF morava na cidade de São José, local escolhido por Carlos Bolsonaro para domicílio eleitoral. Ele assumiu um cargo de secretário municipal no início daquele ano. Pediu exoneração assim que sua condenação pelo golpe foi confirmada.
A fuga foi interrompida pela polícia paraguaia na fronteira no dia 26. O caso ilustra como falhas no monitoramento podem permitir que condenados busquem escapar. A justiça determinou a prisão preventiva do réu após o incidente.
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