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Polícia do RJ em busca de 4 jovens por estupro coletivo de adolescente de 17 anos

A polícia do Rio de Janeiro busca quatro jovens acusados de um crime brutal em Copacabana. Eles são suspeitos de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. As investigações apontam que tudo foi planejado pelo ex-namorado da vítima, que também tem 17 anos.

O Disque-Denúncia divulgou as identidades dos quatro rapazes considerados foragidos. Dois deles estudavam no tradicional Colégio Pedro II. As instituições envolvidas já se pronunciaram sobre o caso. O colégio comunicou o desligamento dos estudantes, enquanto um clube de futebol afastou um dos jovens que era atleta.

As imagens de segurança e mensagens de aplicativo são parte crucial do inquérito. Elas mostram a entrada e saída dos suspeitos do apartamento onde ocorreu o crime. As conversas revelam o convite feito pelo ex-namorado para a jovem ir até o local.

A trama do encontro

O delegado responsável pelo caso descreve a ação como uma emboscada planejada. A vítima foi atraída por um convite simulado de seu ex-namorado, que estudava na mesma escola. Existia uma relação de confiança prévia entre eles, o que foi explorado para o crime.

A jovem foi ao apartamento pensando em um encontro individual. No entanto, o quarto foi invadido por outros quatro homens maiores de idade. Lá, ela sofreu violência sexual, agressões físicas e psicológicas. O crime aconteceu no dia 31 de janeiro.

As mensagens anexadas ao processo mostram a conversa que antecedeu o fato. O ex-namorado a convida e sugere que ela leve uma amiga. Como a adolescente disse que não tinha companhia, ele afirmou que não haveria problema em ir sozinha. Em seguida, combinaram o horário do encontro.

As consequências e a busca por justiça

O laudo do exame de corpo de delito registra lesões graves na vítima. Foram constatados sangramento e escoriações na região genital, além de hematomas nas costas e nádegas. Esses achados corroboram a narrativa da violência sofrida.

Após o crime, o menor acompanhou a vítima até a saída do prédio. Câmeras de segurança capturaram seu retorno ao apartamento. Investigadores interpretam seus gestos na sequência como de comemoração pelo ocorrido.

A polícia realizou uma operação para prender os quatro homens maiores de idade. Os mandados foram expedidos pela Justiça especializada, mas os jovens não foram localizados. Para o único menor envolvido, foi determinado um mandado de busca e apreensão.

A defesa e as versões

A defesa de um dos acusados nega veementemente a ocorrência de estupro. Eles alegam que duas decisões judiciais anteriores já haviam negado pedidos de prisão preventiva. Segundo os advogados, as mensagens mostram que a vítima sabia da presença de outros rapazes.

O depoimento policial da adolescente é citado de forma seletiva pela defesa. Eles destacam que ela teria permitido a presença dos jovens no quarto e que outros pedidos seus foram atendidos. A defesa questiona por que seu cliente, um atleta sem antecedentes, não foi ouvido.

Eles também contestam a interpretação das imagens finais. A defesa aponta que a vítima se despediu do ex-namorado com um sorriso e um abraço. Para eles, esse detalhe não foi considerado adequadamente durante as investigações policiais.

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