O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, está novamente atrás das grades. Desta vez, a prisão aconteceu no Paraguai, onde ele tentava embarcar para outro país usando um passaporte que não era dele. A operação foi rápida e, na noite desta sexta-feira, ele já estava de volta ao Brasil.
Agentes da Polícia Federal receberam Vasques na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu. A entrega foi feita pela polícia paraguaia após a detenção. Agora, o ex-diretor segue para Brasília, onde responderá pela quebra de sua prisão domiciliar.
A fuga ocorreu de forma planejada durante o Natal. Ele rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou seu apartamento em Santa Catarina sem ser notado. O objetivo era cruzar a fronteira e sumir do radar da justiça brasileira.
A fuga no feriado
Tudo começou na madrugada de Natal. O sistema de monitoramento parou de receber o sinal da tornozeleira por volta das três horas da manhã. Imediatamente, um alerta foi acionado e agentes seguiram para o endereço cadastrado.
Eles encontraram o apartamento vazio. Ao checar as câmeras de segurança do prédio, descobriram que Vasques havia saído na noite anterior. As imagens mostravam ele carregando bolsas no carro, já trajando roupas discretas para não chamar atenção.
Curiosamente, ele não fugiu sozinho. Levaria seu cachorro da raça Pitbull, ração e até tapetes higiênicos. Esse detalhe revela uma tentativa de planejar uma estadia mais longa fora do país, longe dos olhos das autoridades.
A ordem de prisão
Assim que foi informado sobre o sumiço, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva do ex-diretor. A medida foi tomada para impedir que ele conseguisse escapar da condenação anterior.
Vasques já havia sido sentenciado a mais de 24 anos de prisão por seu envolvimento em atos golpistas. Cumpria pena em casa, com o monitoramento eletrônico. Ao cortar a tornozeleira, descumpriu as regras e virou um fugitivo procurado.
A Polícia Federal então intensificou a busca, em coordenação com forças internacionais. A rapidez da recaptura mostra como a cooperação entre países pode fechar o cerco mesmo em casos complexos.
A captura no exterior
A tentativa de embarcar para El Salvador com documento falso foi seu erro fatal. As autoridades paraguaias o identificaram e detiveram ainda no aeroporto. O plano de fuga internacional, portanto, durou apenas dois dias.
Por volta das oito da noite de sexta, ele foi levado até a fronteira terrestre. A entrega simbólica na ponte que liga os dois países marcou o fim de sua breve passagem pela liberdade. Tudo foi feito sob forte esquema de segurança.
Sua volta ao Brasil encerra mais um capítulo dessa história. Agora, além da pena original, ele deve enfrentar novos processos por evasão e uso de documento falso. O caso serve de exemplo de que a justiça pode ser lenta, mas geralmente alcança seus alvos.
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