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PM agride estudantes durante protesto em colégio estadual na Zona Sul do Rio

Uma discussão dentro de uma escola estadual na Zona Sul do Rio terminou com cenas de violência nesta quarta-feira. Um policial militar agrediu pelo menos dois jovens durante um protesto de estudantes. Os vídeos, que rapidamente circularam nas redes sociais, mostram tapas e socos desferidos contra os manifestantes.

O protesto acontecia na Escola Estadual Senor Abravanel, antiga Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado. Os alunos se mobilizavam para pedir o afastamento de um professor acusado de assédio. Para apoiar a iniciativa, representantes de entidades estudantis foram chamados pelo grêmio da escola.

Apesar de terem autorização da Secretaria de Educação, a direção da unidade impediu a entrada dos convidados. O impasse levou à chamada da polícia, resultando em um conflito que extrapolou os limites do diálogo. A situação rapidamente saiu do controle dentro do pátio da escola.

O que de fato aconteceu durante o protesto?

As imagens gravadas por um dos estudantes presentes mostram o momento da discussão. O policial discute com o jovem sobre o uso de um celular. Quando uma estudante tenta intervir, pedindo para que o agente não a tocasse, a resposta foi imediata.

O militar desferiu dois tapas no rosto da jovem, com força suficiente para rasgar sua camisa. Imediatamente, outro estudante se aproximou para tentar conter a agressão. A reação do policial foi um soco direto no rosto do rapaz, que caiu ao chão.

Os três jovens, todos dirigentes de entidades estudantis, foram detidos após o ocorrido. Eles foram encaminhados para a 9ª Delegacia de Polícia, no Catete. As agressões continuaram do lado de fora da escola, com uso de spray de pimenta e algemas.

Quais foram as reações após a divulgação das imagens?

A gravidade das cenas gerou rápida comoção e levou a pedidos formais de providências. Um deputado federal que acompanhou os estudantes à delegacia anunciou que acionará o Ministério Público. A principal demanda é o afastamento imediato do policial envolvido.

Ele também cobrou uma posição do governo do estado sobre o caso. A violência dentro do ambiente escolar, direcionada a jovens, foi classificada como covarde e injustificada. O mandato parlamentar segue acompanhando de perto as investigações.

A Polícia Militar emitiu uma nota reconhecendo a gravidade dos fatos. A corporação determinou a abertura de um procedimento corregedor para apurar a conduta do agente. O militar já foi identificado e afastado preventivamente do serviço nas ruas.

E qual a posição das autoridades educacionais?

A Secretaria de Educação do Estado afirmou lamentar profundamente o ocorrido. Em nota, a pasta reforçou que não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar. Foi prometido total apoio aos estudantes envolvidos e a seus familiares.

A justificativa para o acionamento da polícia, segundo a secretaria, foi preventiva. O objetivo seria garantir a segurança de todos e preservar um ambiente adequado para o diálogo. No entanto, a situação evoluiu para um conflito físico.

A Seeduc reafirmou seu compromisso com um espaço escolar seguro e acolhedor. A pasta destacou que toda atuação policial dentro de escolas deve seguir protocolos rígidos. O respeito aos estudantes e o uso de procedimentos adequados são fundamentais.

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