O cenário em Gaza hoje é de devastação profunda. Após anos de conflito, a infraestrutura básica foi praticamente apagada. Reerguer a região exigirá um esforço colossal e um plano muito claro. Foi justamente isso que um conselho internacional apresentou recentemente.
A iniciativa parte do Conselho da Paz, criado pelo ex-presidente americano Donald Trump. O grupo reúne líderes de várias nações com um objetivo comum. Eles querem transformar Gaza, saindo da emergência atual para um futuro com desenvolvimento ambicioso.
O projeto tem várias etapas bem definidas. A primeira prioridade é lidar com a destruição imediata e restabelecer o essencial. Só depois disso viria a reconstrução de moradias e serviços públicos. A visão de longo prazo, no entanto, é a que mais chama a atenção.
Da Emergência à Reconstrução
O ponto de partida é aterrador. Estima-se que 85% dos prédios em Gaza estejam destruídos. O volume de entulho gerado é simplesmente monumental. Para você ter uma ideia, é como se houvesse 13 vezes o material das pirâmides de Gizé espalhado pelo território.
A primeira fase do plano é focada na sobrevivência. Isso significa remover escombros e munições não detonadas, um trabalho perigosíssimo. Paralelamente, é preciso religar o fornecimento de água, energia e saneamento básico. Sem isso, nenhum outro progresso é possível.
A etapa seguinte já mira o futuro. A proposta é construir 100 mil casas inicialmente, com uma meta total de 400 mil unidades. Hospitais, escolas e universidades também estão na lista. O valor estimado só para as residências gira em torno de 30 bilhões de dólares.
Financiamento e Apoio Internacional
De onde sairia tanto dinheiro? O conselho anunciou um investimento inicial de 7 bilhões de dólares. É uma quantia expressiva, mas especialistas da ONU calculam que a reconstrução total pode custar dez vezes mais. Seria necessário cerca de 70 bilhões ao longo das próximas décadas.
Vários países já se comprometeram a contribuir. Emirados Árabes, Qatar e Arábia Saudita prometeram bilhões. Os Estados Unidos anunciaram uma verba de 10 bilhões de dólares. Outras nações ofereceram ajuda em forma de serviços, treinamento ou alimentos.
A Indonésia, por exemplo, se propôs a enviar militares para uma força de segurança. O Cazaquistão vai mandar trigo. Turquia e Egito atuarão nas áreas de saúde e policiamento. É um esforço coletivo, mas a liderança do projeto segue claramente com os EUA e seu conselho.
Uma Visão Controversa de Futuro
A parte mais ambiciosa do plano prevê uma transformação radical. A ideia é erguer arranha-céus à beira-mar, criar uma rede de ferrovias e até explorar reservas de gás natural. O litoral mediterrâneo de Gaza, dizem os idealizadores, tem um valor imobiliário gigantesco.
Essa visão de luxo não é nova. Trump já havia sugerido, em outros momentos, que a área deveria ser "despovoada" para se tornar um resort. Agora, o conselho tenta concretizar parte desse sonho, prometendo também internet de alta velocidade para toda a população até julho.
Para garantir a segurança necessária, um comitê palestino apoiado pelos EUA abriu inscrições para uma nova força policial. Milhares de gazenses já se candidataram. O objetivo declarado é substituir o controle do Hamas e criar um ambiente estável para que a reconstrução aconteça.
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