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Pilotos e comissários abrem votação que pode definir greve em janeiro

Os aeronautas brasileiros estão diante de uma decisão crucial neste fim de semana. Pilotos e comissários de voo de todo o país vão votar uma nova proposta para o acordo coletivo de trabalho. O resultado definirá se a categoria entra em greve a partir do primeiro dia de 2025. A tensão é grande, já que a votação anterior terminou praticamente empatada.

O processo de votação acontece de forma totalmente online. Ele começou na manhã deste sábado e segue até as quatro da tarde de domingo. A consulta é feita através da plataforma do próprio sindicato da categoria. Tudo acontece de forma rápida e digital.

Essa nova rodada de votação foi convocada após um impasse nas negociações. A proposta anterior das empresas foi rejeitada por uma margem mínima de votos. Com a falta de consenso, o sindicato declarou estado de greve. Agora, tudo depende do que os profissionais decidirem nestas 48 horas.

### O que os aeronautas estão buscando

Os pontos principais da pauta de reivindicações giram em torno de salários e condições de trabalho. A categoria pede um reajuste salarial que cubra a inflação medida pelo INPC mais um percentual de três pontos. Outro item importante é o aumento do vale-alimentação, corrigido pelo mesmo índice e com um valor fixo adicional.

As reivindicações também incluem melhorias em outros benefícios. Há pedido de aumento nas diárias pagas para voos internacionais, especialmente para destinos nas Américas. A categoria busca ainda o pagamento em dobro para as horas trabalhadas no período noturno e a implementação de um plano de previdência privada.

Um tema que ganha destaque especial é o combate à fadiga dos tripulantes. O sindicato defende que medidas concretas sobre essa questão são fundamentais. A ideia é que isso está diretamente ligado à saúde dos profissionais e, consequentemente, à segurança operacional de todos os voos.

### A nova proposta em votação

Diante do impasse, o Tribunal Superior do Trabalho entrou como mediador. A proposta que será votada agora foi formulada com a ajuda dos juízes do TST. Ela traz valores diferentes dos pedidos iniciais da categoria, em uma tentativa de encontrar um meio-termo.

A principal oferta é um reajuste salarial pelo INPC acrescido de meio ponto percentual. Para o vale-alimentação, a sugestão é um aumento fixo de oito por cento. Este é o texto que os aeronautas têm em mãos para avaliar e decidir seu futuro.

Se a proposta for rejeitada, o caminho da greve fica mais próximo. Contudo, mesmo que os profissionais optem pela paralisação, existe um trâmite legal a ser seguido. A lei exige um aviso prévio de setenta e duas horas antes do início efetivo do movimento.

### O timing e os possíveis impactos

Todo esse cenário se desenrola em um momento crítico para a aviação. Estamos às vésperas do período de maior movimento do ano, com as festas de fim de ano e as férias de verão. Uma eventual paralisação teria impacto direto na programação de voos de milhares de brasileiros.

O sindicato reconhece que uma greve causaria transtornos significativos para os passageiros. Eles afirmam que a mobilização é considerada um último recurso, usado apenas quando o diálogo esgota todas as suas possibilidades. A decisão final, agora, está literalmente na tela do celular de cada aeronauta.

Enquanto a votação não termina, a rotina nos aeroportos segue normal. Tripulantes continuam trabalhando e os voos operam sem alterações. O clima, no entanto, é de expectativa. A partir da tarde de domingo, o setor aéreo brasileiro terá mais clareza sobre como começará o novo ano.

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