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PF diz que prisão de Adilsinho, ‘o mais sanguinário dos capos’, era dificultada por proteção policial

Uma operação conjunta das polícias Civil e Federal no Rio de Janeiro resultou na prisão de uma figura central no crime organizado. Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi capturado em Cabo Frio, na Região dos Lagos. As autoridades o descrevem como um dos chefes mais violentos do jogo do bicho no estado.

A prisão não foi simples e exigiu várias tentativas ao longo do tempo. Segundo os investigadores, uma rede de proteção policial dificultava o trabalho. Um policial militar, lotado na UPP do Alemão, foi preso justamente por fazer a segurança do alvo. A corregedoria da PM já abriu um processo para apurar a conduta desse agente.

A captura em si teve elementos de cena de filme. Adilsinho foi monitorado por um drone antes da ação. Uma equipe especializada pousou de helicóptero perto da casa onde ele estava. A estratégia evitou um possível confronto e permitiu a prisão sem resistência. Tudo foi planejado para neutralizar a vantagem que sua segurança corrupta poderia oferecer.

A extensão do império criminoso

As investigações que levaram até Adilsinho revelaram um esquema vasto e diversificado. O jogo do bicho era apenas uma das pontas. Os policiais já haviam fechado três fábricas clandestinas de cigarros ligadas à sua organização. Esses locais eram fontes de renda milionárias para o grupo.

Uma situação chocante veio à tona em uma dessas fábricas, em Duque de Caxias. Seis trabalhadores paraguaios foram resgatados em condições análogas à escravidão. Eles contaram à polícia que foram iludidos com uma proposta de emprego em São Paulo. Vendados e vigiados por um homem armado, nem sabiam em que cidade estavam.

Além do contrabando de cigarros, a estrutura criminosa explorava máquinas caça-níqueis ilegais. Essa diversificação mostra como o grupo se infiltrava em diferentes atividades ilícitas. O objetivo era sempre o mesmo: ampliar o lucro e o poder de sua operação.

Os graves crimes sob investigação

O histórico de Adilsinho junto à Justiça é extenso e grave. O secretário de Polícia Civil listou vários crimes em que ele é investigado. Existem pelo menos três mandados de prisão por homicídio já expedidos contra ele. Um dos casos é a morte de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri.

Outro caso de grande repercussão é o assassinato do policial penal Bruno Killer. De acordo com as autoridades, Adilsinho já foi indiciado por sua participação nesse crime. A lista segue com a investigação da morte de um advogado, ocorrida em fevereiro do ano passado perto da sede da OAB.

As acusações pintam o retrato de um envolvimento profundo com a violência. A prisão representa um golpe significativo nessa organização. As polícias agora trabalham para desmontar toda a rede que restou. As investigações continuam para apurar a extensão total de seus crimes.

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