Com o calor do verão, nossa atenção costuma ir para a pele e o sol. Mas há outro alerta importante que aparece junto com a temperatura alta. Nos prontos-socorros, o número de casos de pedra nos rins aumenta de forma considerável nessa época.
Estima-se que esse problema atinja cerca de 15% das pessoas no mundo. No Brasil, a conta chega a 1,5 milhão de indivíduos com algum tipo de disfunção renal. Quando o verão chega, a situação fica mais crítica.
Um levantamento feito em São Paulo mostra que os atendimentos por cálculo renal podem subir até 30% nos meses mais quentes. É um salto que exige cuidado e informação.
Por que o calor aumenta o risco
A relação entre o verão e as crises renais não é coincidência. O aumento dos casos vem de uma combinação de fatores típicos dessa estação. A desidratação é a grande vilã, seja pelo suor excessivo ou pela baixa ingestão de água.
Somam-se a isso hábitos comuns no calor, como consumir mais refrigerantes e bebidas açucaradas. A alimentação também pode piorar, com maior ingestão de proteínas e comidas muito salgadas. Tudo isso sobrecarrega o trabalho dos rins.
Para manter o equilíbrio do corpo com menos líquido, os rins precisam concentrar mais a urina. Esse processo favorece a cristalização de sais minerais. O resultado é a formação das dolorosas pedras.
Os sinais que seu corpo pode dar
Um dos aspectos mais difíceis do cálculo renal é seu desenvolvimento silencioso. Na maioria das vezes, as pedras se formam sem causar nenhum sintoma. A pessoa só vai perceber quando elas já estão maiores e começam a se mover.
Esse deslocamento pelas vias urinárias é o que provoca a dor intensa. Ele pode causar obstruções e, em situações mais sérias, exigir intervenções como cirurgias ou uso de cateteres para drenagem.
O sinal de alerta principal é a famosa cólica renal. Ela se manifesta como uma dor forte nas costas, na parte baixa do abdômen ou na região genital. Ao sentir uma dor aguda assim, a orientação é buscar um pronto-socorro imediatamente.
Quem deve ter cuidado redobrado
Embora qualquer pessoa possa ter pedra nos rins, alguns grupos enfrentam risco maior no verão. Pessoas com histórico familiar do problema estão nessa lista, assim como obesos, diabéticos e quem tem ácido úrico elevado.
Trabalhadores expostos a ambientes muito quentes e praticantes de atividades físicas ao ar livre também precisam de atenção. Os idosos formam outro grupo vulnerável, pois a sensação de sede diminui com a idade, reduzindo a ingestão de líquidos.
A boa notícia é que a prevenção está em mudanças simples. O objetivo é produzir cerca de dois litros de urina por dia. Para isso, beba água regularmente e inclua sucos de limão, melão ou laranja, ricos em citrato, que protegem os rins.
Reduzir o consumo de sal, proteínas animais, chocolates e açúcar também faz grande diferença. São ajustes na rotina que ajudam a passar o verão longe desse incômodo.
Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.