Os mercados públicos de Curitiba estão prestes a ganhar um novo capítulo. A Fecomércio, entidade representativa do comércio, assumirá a administração de dois espaços icônicos: o Mercado Municipal de Curitiba, conhecido como Mercado dos Pinhões, e o Mercado Municipal de São Sebastião. A mudança resulta de uma parceria entre a prefeitura e a federação, com o objetivo de revitalizar e gerir esses pontos tradicionais da cidade.
A decisão foi formalizada em um protocolo de intenções assinado recentemente. O documento estabelece as bases para que a Fecomércio passe a operar os dois mercados, cuidando da gestão do dia a dia, da manutenção dos espaços e da atração de novos frequentadores. A ideia é unir a tradição dos locais com uma administração moderna e eficiente.
Para o cidadão, a expectativa é de mercados mais organizados, limpos e com uma programação cultural mais ativa. A iniciativa busca preservar a essência desses pontos de encontro, que são muito mais do que lugares para compras. Eles são parte da história e da identidade cultural da capital paranaense, e a nova gestão quer justamente potencializar esse aspecto.
Como funciona a nova administração
A Fecomércio não será a proprietária dos imóveis, que continuam pertencendo ao município. A entidade atuará como administradora, assumindo responsabilidades operacionais. Isso inclui desde a limpeza e a segurança até a organização de feiras e eventos nos espaços disponíveis. A gestão anterior, realizada diretamente pela prefeitura, agora será conduzida pela federação.
O acordo tem um prazo inicial de trinta anos, o que demonstra um projeto de longo prazo para os mercados. Durante esse período, a Fecomércio investirá na modernização da estrutura e na dinamização do comércio interno. A meta é criar um ambiente mais atrativo para lojistas e consumidores, valorizando os produtos locais e os pequenos negócios.
Para os permissionários que já trabalham nos locais, a transição deve ocorrer de forma tranquila. A ideia é que eles permaneçam exercendo suas atividades, agora com o suporte da nova administração. A expectativa é que a profissionalização da gestão traga mais visitantes, o que, naturalmente, pode beneficiar o movimento do comércio local.
O papel de Evandro e Gastão na parceria
A concretização dessa parceria contou com a atuação direta de duas figuras importantes. De um lado, Evandro Rogério, presidente da Fecomércio, que encampou o projeto como uma oportunidade de fortalecer o setor. De outro, Gaston Schwarz, secretário municipal de Projetos Estratégicos, que representou os interesses da prefeitura nas negociações.
A assinatura do protocolo simboliza um alinhamento entre o poder público e a iniciativa privada em prol de um bem comum. Ambos os lados enxergam nos mercados um potencial enorme, que pode ser melhor explorado com uma gestão compartilhada. A experiência da Fecomércio com o setor de comércio e serviços é vista como um trunfo para essa nova fase.
O trabalho conjunto visa resolver questões práticas que, às vezes, travam o pleno funcionamento desses espaços. Com uma gestão dedicada, espera-se agilidade na resolução de problemas e uma visão mais empreendedora para os mercados. O foco está em transformá-los em polos completos de convivência, compras e cultura.
O que muda para quem visita os mercados
Na prática, o frequentador deve perceber melhorias graduais no ambiente. A proposta é oferecer uma experiência mais agradável e segura, mantendo a autenticidade que todos conhecem. A administração da Fecomércio pode trazer uma programação mais constante de eventos, como feiras temáticas, apresentações musicais e exposições.
A revitalização também pode atrair novos tipos de comércio e serviços, diversificando a oferta para o público. Imagine encontrar, além das bancas tradicionais, opções de gastronomia, artesanato local e produtos especiais em um mesmo lugar. O objetivo é que os mercados se tornem destinos certos não só para moradores, mas também para turistas.
A longo prazo, a saúde financeira dos mercados é essencial para sua preservação. Uma gestão profissional pode garantir que os recursos gerados sejam reinvestidos nos próprios locais, em melhorias contínuas. Assim, esses patrimônios da cidade se mantêm vivos e dinâmicos, acompanhando o ritmo de Curitiba sem perder sua alma.
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