Uma professora da Unicamp foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta semana. O caso envolve a suspeita de furto de amostras virais de um laboratório da universidade. As investigações mostram um trajeto curioso desses materiais dentro do próprio campus.
Soledad Palameta Miller foi presa em flagrante na segunda-feira, mas já recebeu liberdade provisória. A Justiça impôs uma série de medidas cautelares à pesquisadora. O caso levanta questões sobre a segurança e os protocolos em ambientes de pesquisa científica.
As amostras teriam sido levadas para pelo menos dois outros laboratórios. Todos os locais ficam dentro da Universidade Estadual de Campinas. A situação veio à tona após uma averiguação detalhada nos espaços.
O caminho percorrido pelas amostras
As amostras foram originalmente retiradas do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada. Parte delas foi encontrada em um freezer de outro departamento. O local se chama Laboratório de Engenharia Metabólica e de Bioprocessos.
Outra parte do material foi localizada no Laboratório de Doenças Tropicais. Lá, também havia itens descartados e prontos para esterilização. As buscas identificaram frascos vazios em uma lixeira de um terceiro espaço.
A distância entre os locais é pequena, tudo fica no mesmo complexo. Do laboratório de origem até o primeiro, são apenas 180 metros de caminhada. Até o segundo, a distância é um pouco maior, cerca de 290 metros.
Acesso e autorização nos laboratórios
A professora não possuía um laboratório próprio na Faculdade de Engenharia de Alimentos. Ela atua na área de Ciência de Alimentos e utilizava espaços de outros pesquisadores. O documento judicial detalha essa condição.
No Laboratório de Doenças Tropicais, ela tinha uma anuência prévia para usar o local. No entanto, o acesso era feito com as credenciais de terceiras pessoas. Essa foi uma das informações contidas no termo de audiência.
A situação revela uma prática comum, porém agora sob investigação. O uso compartilhado de espaços é frequente em universidades. Tudo depende de acordos e supervisão entre os responsáveis.
As medidas judiciais e a repercussão
Após a audiência de custódia, a professora foi liberada com regras específicas. Ela precisa comparecer mensalmente à Justiça Federal em Campinas. Também está proibida de sair do município sem autorização.
Ela não pode deixar o Brasil e teve de pagar uma fiança. O valor equivale a dois salários-mínimos. A pesquisadora também está impedida de acessar os laboratórios envolvidos no caso.
A Unicamp afirmou que coopera com as investigações em andamento. A universidade optou por não divulgar detalhes para não atrapalhar o inquérito. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
A pesquisadora cumpriu um breve período na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu. A decisão final foi da juíza federal Valdirene Ribeiro Falcão. O caso segue em investigação, com a Unicamp prestando total cooperação.
A universidade emitiu uma nota oficial sobre o ocorrido. A instituição afirma que vai preservar detalhes para não atrapalhar o inquérito. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.
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