O clássico entre Palmeiras e São Paulo sempre promete fortes emoções, mas o jogo deste sábado no Morumbi carrega um histórico recente bastante particular. As equipes se enfrentam brigando pela liderança do Brasileirão, com 16 pontos cada. No entanto, uma polêmica que começou no último Choque-Rei no estádio ainda parece ecoar nos bastidores. Para muitos envolvidos com o Palmeiras, aquele jogo específico mudou a forma como o clube é visto pela arbitragem.
A vitória por 3 a 2, após estar perdendo por 2 a 0, gerou um desconforto que ultrapassou os gramados. O São Paulo reclamou muito na época de um pênalti não assinalado quando ainda vencia o confronto. O árbitro da partida, Ramon Abatti Abel, chegou a ser afastado pela CBF após suas decisões. Esse episódio, porém, teria dado início a uma narrativa maior, segundo a percepção alviverde.
A comissão técnica e a diretoria palmeirense acreditam que outros clubes usaram aquele barulho para espalhar a ideia de que o Palmeiras era beneficiado. O técnico Abel Ferreira chegou a dizer que, se soubesse das consequências, teria preferido perder naquela ocasião. Na visão do clube, essa campanha midiática criou um ambiente desfavorável que perdura.
Os números após a polêmica
Desde aquela partida em outubro do ano passado, o Palmeiras disputou 35 jogos oficiais. Nesse período, a equipe teve apenas três pênaltis marcados a seu favor. Um deles foi na Libertadores, contra a LDU. Os outros dois foram em jogos contra Capivariano e Fluminense. Os números são considerados baixíssimos pela análise interna do departamento de futebol.
Por outro lado, o clube lista ao menos seis lances claros que deveriam ter sido penalizados com pênalti, mas que o árbitro não marcou. Entre eles, está a falta de Jorginho em Gómez no Maracanã e um suposto atropelamento em Maurício na Vila Belmiro. Um lance de mão no empate com o Vitória, no Allianz Parque, também entra na lista de reclamações.
Essa sequência de lances não assinalados teria, na avaliação palmeirense, impacto direto na disputa do título brasileiro do ano passado. A sensação é de que a narrativa criada afetou até decisões em jogos de grande peso. A final da Libertadores de 2026 é citada como exemplo, com a não expulsão do volante Pulgar ainda no primeiro tempo.
O clima para o novo Choque-Rei
O jogo deste sábado, portanto, não é apenas mais uma partida valendo pontos. Ele representa um capítulo novo nessa história recente de rivalidade e desentendimentos. As equipes chegam empatadas na pontuação, o que aumenta ainda mais a tensão. O Palmeiras leva vantagem no saldo de gols, mas joga no estádio do rival.
O retrospecto recente favorece o time alviverde, que está há onze jogos sem perder para o São Paulo. Foram cinco vitórias consecutivas nos últimos confrontos, incluindo duas no Paulistão deste ano. Esse domínio estatístico, no entanto, não apaga a memória dos lances polêmicos e a percepção de injustiça.
O cenário está armado para um duelo de alta intensidade, dentro e fora das quatro linhas. A bola vai rolar sob os olhares atentos de torcedores e também dos críticos. Resta saber se o futebol será o grande protagonista ou se as sombras do passado voltarão a pairar sobre o clássico.
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