A musa da Acadêmicos do Salgueiro, Cintia Dicker, viveu um misto de euforia e nervosismo no ensaio técnico no Sambódromo. O encontro aconteceu no último sábado, na Marquês de Sapucaí, e a modelo não escondeu a ansiedade para o grande dia. Ela falou sobre a fantasia, a rotina em família e a pequena Aurora, que já respira o ritmo do samba.
Com as mãos trêmulas, Cintia começou a conversa destacando seu amor pela escola. Ela explicou que a criação do visual foi um trabalho a várias mãos, pensado para homenagear a carnavalesca Rosa Magalhães. Cada detalhe da fantasia traz rosas bordadas manualmente, um toque especial de dedicação e arte.
Apesar de sua altura imponente, perto de um metro e oitenta, a modelo brincou sobre se achar baixa naquele momento. O salto alto e a estrutura da fantasia não a intimidavam, mas sim um pequeno desconforto. As rosas bordadas pressionavam sua pele, prometendo uma sensação que só desapareceria sob a luz dos refletores.
A noite anterior foi de pura expectativa para Cintia e outras celebridades. Ela, Lívia Andrade e Mulher Melão formaram uma verdadeira liga da insônia naquela madrugada. A modelo relatou as tentativas frustradas de pegar no sono, entre mantras e idas e vindas na televisão. A troca de mensagens entre elas confirmou que ninguém conseguiria descansar antes do ensaio.
A conversa fluiu para dicas caseiras contra a ansiedade, como o uso de melatonina. Mas a agitação da véspera era maior que qualquer suplemento. Assistir a vídeos de ensaios anteriores só aumentava a adrenalina, criando um ciclo de empolgação que afastava o sono. Era a clássica tensão pré-desfile, familiar a tantos brasileiros.
Essa experiência compartilhada mostra como o carnaval mexe até com os veteranos. A ansiedade não escolhe quem é novato ou quem já está acostumado aos holofotes. O sentimento coletivo de expectativa acaba unindo todo mundo nos bastidores, criando histórias que fazem parte da tradição.
Em casa, a vida familiar segue seu ritmo próprio, mesmo durante a correria carnavalesca. Cintia e Pedro Scooby criam Aurora e Dom com uma rotina bem definida. Por ser muito tarde, as crianças não foram ao ensaio técnico no sambódromo. A prioridade é manter a normalidade para os pequenos, especialmente na hora de dormir.
A musa contou que Aurora nem viu a mãe se arrumando, pois a menina vive em movimento. Assim como o pai, ela adora circular pelo condomínio, pulando de uma casa à outra. Foi Dom quem acompanhou os preparativos, enquanto a irmã mais nova aproveitava suas próprias aventuras infantis.
Esse equilíbrio entre a vida pública e a privada é um desafio constante. Cintia mostra que, mesmo com compromissos grandiosos, os horários e o bem-estar dos filhos vêm em primeiro lugar. A escolha reflete a realidade de muitas famílias que precisam conciliar paixões profissionais com a criação das crianças.
O carnaval já contagia a pequena Aurora, de apenas dois anos de idade. Cintia revelou que a filha já canta trechos do samba-enredo do Salgueiro pela casa. A cena é digna de vídeo fofo: a menina calça saltos vermelhos e ensaia os passos ao lado da mãe, repetindo “Nem melhor, nem pior, Salgueiro!”.
A futura passista demonstra uma identificação natural com a cultura do samba. A mãe, é claro, acha tudo muito fofo e já planeja levá-la para a escolinha mirim da agremiação. É assim que as tradições familiares se renovam, com a nova geração absorvendo o ritmo e a alegria da festa.
Esse envolvimento espontâneo mostra como o carnaval se aprende em casa, muito antes do desfile oficial. As brincadeiras infantis vão formando a memória afetiva que mantém viva a paixão pelas escolas. Quem sabe não estamos vendo uma futura musa ou porta-bandeira dando seus primeiros passos.
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