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O passado criminoso de Ellen é revelado em Dona de Mim

Você descobre, aos poucos, que a Ellen de Camila Pitanga em “Dona de Mim” sempre teve o crime no sangue. A personagem que ressurgiu dos mortos não se tornou bandida por influência do marido, Hudson. Os novos capítulos deixam isso claro, mostrando que sua índole desonesta é antiga, muito anterior ao encontro dos dois.

Os flashbacks revelam uma mulher que já operava com naturalidade no mundo dos trambiques. Ela não era uma ingênua que se perdeu. Pelo contrário, a habilidade para aplicar golpes parecia ser uma segunda natureza, uma parte intrínseca de sua personalidade desde jovem.

Esse entendimento muda completamente a forma como vemos sua trajetória. A relação com Hudson não foi a origem de seu lado criminoso, mas sim uma parceria que potencializou o que já existia. A história ganha novas camadas, mostrando que o passado dela é cheio de surpresas.

A parceria que nasceu de um golpe simples

Tudo começou em um hospital, durante uma madrugada chuvosa. Hudson, cansado da vida, conheceu Ellen internada, com aparência frágil. Foi ela, no entanto, quem lhe ensinou um truque para pegar um refrigerante preso na máquina sem pagar.

Aquele gesto pequeno foi a primeira pista. Mais do que uma solução criativa, era a demonstração de uma mentalidade. Ellen via atalhos onde outros enxergavam regras. A cumplicidade nascida naquele momento logo se transformou em paixão e, depois, em uma sociedade para crimes mais ousados.

Agora, após fugirem da polícia, esse vínculo se fortalece. Escondidos em um hotel, eles planejam o próximo passo. A proposta de Hudson de fugir com os filhos caso tudo dê errado é aceita por Ellen, que já pensa em como levantar mais dinheiro rapidamente.

A confirmação de um passado duvidoso

Por um tempo, a única voz que acusava Ellen era a de Vanderson, seu ex-companheiro, vivido por Armando Babaioff. O problema é que ele também era bandido. Muitos espectadores duvidaram, achando que se tratava de exagero ou vingança por um amor perdido.

Os novos episódios, no entanto, confirmam que Vanderson falava a verdade. Em um flashback exibido ainda nos primeiros capítulos, vemos o casal em um restaurante. Ellen se levanta, diz que vai ao banheiro, mas na verdade rouba a carteira de uma mulher na mesa ao lado.

A cena é reveladora. Tudo acontece com naturalidade, sem nervosismo ou remorso. Era apenas mais um dia de trabalho. O casal vivia uma lua de mel permanente, sustentada por golpes grandes e pequenos, sem nenhum conflito moral aparente.

A verdadeira natureza de Ellen

Essas revelações pintam um retrato definitivo da personagem. Hudson pode ter se aperfeiçoado ao seu lado, mas Ellen nunca precisou de um tutor para o crime. Ela já era uma profissional, agindo por instinto e oportunidade, muito antes de cruzar seu caminho.

A narrativa desmonta a ideia de que ela foi corrompida. Seu código moral sempre foi flexível, seu olhar sempre esteve atento à fraqueza alheia. Os trambiques não eram um meio para um fim, mas sim parte integrante de seu estilo de vida, de como ela enxergava o mundo.

Agora, ao lado de Hudson, essa característica atinge uma nova escala. O golpe milionário por telefone que preparam é a evolução natural de quem sempre viveu assim. A aliança deles é perigosa justamente porque une duas pessoas que, no fundo, enxergam a vida da mesma maneira.

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