A popularidade de um presidente costuma ser um termômetro valioso. Nos Estados Unidos, esse indicador revela uma situação delicada para Donald Trump. Uma pesquisa recente mostra que sua aprovação despencou para apenas trinta por cento. Este é o pior índice registrado para qualquer presidente norte-americano completando um ano no segundo mandato.
A queda livre nas pesquisas não é um fenômeno isolado. Ela reflete um clima de desgaste e polarização extrema. O dia a dia na política do país tem sido descrito com um humor ácido por figuras influentes. Em um evento recente, o ex-presidente Barack Obama resumiu a sensação de muitos.
Ele comentou que os Estados Unidos vivem “um dia de circo por dia e finais de semanas de Halloween”. A fala, feita em um ambiente democrata, mesclou ironia e preocupação. O público entendeu a referência às frequentes polêmicas e ao tom caótico que marca a administração.
Líderes globais observam com atenção
A postura de Trump não passa despercebida no exterior. Líderes de outras nações já se manifestaram sobre seu estilo peculiar de governar. O presidente Lula, por exemplo, já afirmou que Trump parece querer governar o mundo pelo Twitter. A crítica aponta para a preferência por anúncios e ataques nas redes sociais em detrimento de canais diplomáticos tradicionais.
O presidente francês, Emmanuel Macron, foi ainda mais direto em sua avaliação. Ele disse publicamente que considera Trump “não normal”. Esse tipo de comentário, vindo de um aliado histórico, é bastante significativo. Mostra o nível de estranhamento e dificuldade na relação entre os governantes.
Até os ingleses, conhecidos por sua diplomacia, preferem evitar certos constrangimentos. Relatos indicam que diplomatas do Reino Unido hesitam em sentar à mesa com ele. O motivo seria uma agenda repetitiva: os diálogos frequentemente giram em torno de guerra, dinheiro e poder, com pouco espaço para outros temas.
Um polêmico “Conselho de Paz”
Em meio a esse cenário, uma proposta recente chamou a atenção. Trump lançou a ideia de criar um suposto “Conselho de Paz”. O projeto, entretanto, tem detalhes que geram mais perguntas do que respostas. A estrutura sugerida é pouco convencional e levantou sobrancelhas no cenário internacional.
Pela proposta, o próprio Trump se tornaria o presidente vitalício deste conselho. Cada país participante teria uma contribuição financeira anual astronômica. O valor sugerido é de um bilhão de dólares por nação, o que equivale a cerca de seis bilhões de reais.
A ideia é vista com ceticismo por analistas. Eles questionam a real intenção por trás de um projeto com tal formato e exigência financeira. Muitos veem isso mais como uma manobra de imagem do que uma iniciativa diplomática factível. Enquanto isso, as comparações com outros líderes de estilo forte continuam.
Padrões de comportamento em debate
O estilo de governar de Trump frequentemente é colocado lado a lado com o de outros líderes autoritários. O que Vladimir Putin faz na Rússia, Benjamin Netanyahu aplica em Israel e Nicolás Maduro copiou na Venezuela encontra ecos em Washington. A centralização de poder e a retórica agressiva são pontos comuns.
Esse padrão reacende um debate necessário sobre perfil e saúde mental na política. A discussão sobre a importância de avaliar a aptidão psicológica para cargos de máximo poder é delicada, mas urgente. O objetivo não é medicalizar a política, mas proteger as instituições.
A sociedade precisa refletir sobre os mecanismos que evitam a ascensão de figuras perigosas. Impedir a fabricação de novos tiranos é um desafio para qualquer democracia. O futuro da governança global pode depender dessa vigilância coletiva. A conversa, portanto, está apenas começando.
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