Você sempre atualizado

O dono do Brasil – ICL Notícias

André Esteves, dono do maior banco de investimentos do país, apareceu em um vídeo recente se gabando de um feito. Ele ajudou a mudar a opinião pública sobre privatizações. Para ele, o silêncio nas ruas durante esses processos é uma vitória.

O banco comandou a venda de estatais importantes, como a Sabesp e a Eletrobras. Esteves comemorou especialmente a última, realizada a poucos meses das eleições. Segundo ele, há dez anos qualquer tentativa de privatizar gerava protestos e “confusão”.

Essa declaração revela muito sobre como o poder funciona na prática. Mostra uma visão distante da realidade da maioria da população. Quem usa os serviços privatizados sabe que a história não é tão simples.

O lado oculto das privatizações

Para muitos especialistas, o modelo de privatização no Brasil segue um roteiro problemático. O foco costuma ser no lucro imediato, não no investimento a longo prazo. A população sente isso na pele, com serviços caros e de qualidade duvidosa.

Quem mora em São Paulo não esquece os longos blecautes após tempestades. A falta de investimento em manutenção pelas novas concessionárias deixou milhões no escuro. É um exemplo claro de como a teoria nem sempre se traduz em bem-estar.

Os casos se repetem em diversos setores, como saneamento e energia. A promessa de eficiência raramente se cumpre para o cidadão comum. Enquanto isso, um pequeno grupo acumula ganhos extraordinários.

O silêncio da mídia e o poder absoluto

Uma pergunta fica no ar: por que esse tema não é debatido com profundidade? A cobertura da grande imprensa sobre privatizações é frequentemente superficial. Raramente se questiona quem realmente se beneficia com essas operações bilionárias.

A reação rápida quando Esteves foi citado em uma investigação foi emblemática. Praticamente toda a mídia se mobilizou em sua defesa em poucas horas. Esse episódio demonstra uma influência que vai muito além dos números do balanço.

Esse controle sobre o discurso público é um poder silencioso. Ele molda a opinião popular e define quais assuntos são prioritários. Uma população mal informada tem dificuldade de identificar seus verdadeiros interesses.

Uma elite desconectada da realidade

Há uma comparação histórica que ajuda a entender o momento. A elite financeira de hoje guarda semelhanças com os antigos barões do café e mercadores. A mentalidade de extrair riqueza sem desenvolver o país permanece.

É a mesma lógica do passado: enriquecer rapidamente e enviar os lucros para o exterior. O desenvolvimento interno e a qualidade de vida da população ficam em segundo plano. O resultado é um país com potencial, mas sempre adiando seu futuro.

A função social dessa elite parece se resumir a uma intermediação. Eles administram o saque dos recursos nacionais em benefício de interesses estrangeiros. Quando esse jogo fica exposto, até os setores mais conservadores se assustam.

A dívida pública não auditada é outro capítulo dessa história. Ela funciona como uma máquina de transferir dinheiro do contribuinte para especuladores. Getúlio Vargas, décadas atrás, descobriu que grande parte dos títulos era falsa.

Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec. O sistema é mantido por uma rede de influência que inclui o Congresso e parte do Judiciário. O objetivo é garantir que as regras do jogo nunca mudem.

O cenário é complexo, mas entender esses mecanismos é o primeiro passo. A discussão sobre o que é público e o que é privado define o tipo de país que queremos construir. O futuro depende de olharmos para além dos discursos prontos.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.