O cenário do trabalho por aplicativos está se expandindo no Brasil. Cada vez mais pessoas estão buscando essa forma de ganhar renda, aproveitando a flexibilidade que ela oferece. Os números confirmam essa tendência de forma bastante expressiva.
Um levantamento recente mostra que o número de trabalhadores por plataforma digital cresceu de forma significativa. Em apenas dois anos, o total de pessoas nessa atividade aumentou em mais de 300 mil. Esse crescimento reflete uma mudança importante no mercado de trabalho nacional.
Esse movimento fez com que a participação desses profissionais no total de ocupados também aumentasse. Hoje, quase 2% de todos os trabalhadores brasileiros exercem suas atividades por meio de aplicativos. Esse dado ilustra como esse modelo se consolidou como uma opção real para muitos.
Quem são e o que fazem esses trabalhadores
A grande maioria desses profissionais atua como motorista ou entregador. Essas são as funções mais comuns dentro do universo das plataformas digitais. A predominância é de aplicativos de transporte de passageiros e entrega de comida.
Outras modalidades também ganham espaço, como os apps para serviços profissionais. Nessa categoria se encaixam designers, tradutores e até médicos que realizam consultas por telemedicina. É um segmento diverso, que vai além das entregas e dos transportes.
Os dados mostram que a esmagadora maioria trabalha por conta própria. Esse perfil de profissional é três vezes mais comum entre os plataformizados do que na média geral da população. A independência para gerenciar o próprio tempo é um dos grandes atrativos.
A questão da informalidade e o perfil predominante
A informalidade é uma característica marcante nesse tipo de trabalho. Enquanto na população em geral menos da metade está na informalidade, entre os trabalhadores de app esse número salta para mais de 70%. A realidade é que a maioria não tem carteira assinada ou CNPJ.
O perfil desse trabalhador é majoritariamente masculino. Homens representam mais de 80% das pessoas que atuam nessa área. Essa predominância está diretamente ligada às atividades mais comuns, que são a direção e as entregas com moto.
Essa concentração acontece porque as ocupações de condutor de veículos são fortemente exercidas por homens. O cenário demonstra como certas profissões ainda mantém uma forte divisão de gênero. A flexibilidade de horários, no entanto, atrai profissionais de todos os tipos.