Quem viaja pelo Brasil conhece bem a sensação. Em alguns estados, as rodovias federais são tão bem cuidadas que quase esquecemos que estamos em uma BR. O asfalto é liso, a sinalização está no lugar e a viagem flui. Essa realidade, no entanto, tem um endereço certo – e infelizmente, não é o Ceará.
Por aqui, a experiência é outra. Dirigir em uma BR pode se transformar em uma verdadeira prova de obstáculos. O contraste é tão grande que chega a ser difícil acreditar que o responsável é o mesmo: o DNIT, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Enquanto em muitas regiões a gestão funciona, no Ceará o cenário é de completo descaso.
O problema vai muito além de um simples incômodo. Estradas esburacadas representam perigo real para motoristas e passageiros, aumentam o risco de acidentes e causam prejuízos constantes aos veículos. É um tema que afeta a segurança e o bolso de todos que precisam usar essas vias.
### A diferença que salta aos olhos
Quem dirige do Ceará para outros estados percebe a mudança na hora. Em regiões como Sul e Sudeste, e até em partes do Nordeste, as BRs são mantidas em bom estado. O asfalto recebe manutenção constante, buracos são rapidamente reparados e a sinalização vertical e horizontal está sempre visível. A viagem se torna previsível e segura.
Ao cruzar a divisa de volta para o Ceará, a paisagem muda drasticamente. A estrada, que antes era um “tapete”, dá lugar a um trecho repleto de irregularidades. A impressão é que se entra em um território esquecido, onde as regras básicas de conservação parecem não valer. A pergunta que fica é: por que o mesmo órgão apresenta resultados tão diferentes?
Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec. A falta de padronização no serviço público gera essa desigualdade gritante. Enquanto alguns cidadãos têm direito a estradas dignas, outros são obrigados a conviver com um risco diário, sem qualquer explicação convincente.
### O retrato do descaso nas estradas cearenses
No Ceará, o cenário é desolador. As BRs estão constantemente esburacadas. Os remendos aplicados são precários e mal feitos, sendo comuns aqueles que se soltam com as primeiras chuvas. A sinalização, quando existe, está muitas vezes apagada, torta ou simplesmente ausente, deixando o motorista sem referência à noite ou em dias de chuva.
Esse estado de abandono tem consequências práticas graves. Pneus e suspensões dos carros estragam com muito mais frequência, gerando custos extras para as famílias. O risco de acidentes, especialmente para motociclistas, aumenta exponencialmente. O transporte de carga fica mais caro e lento, impactando o preço final dos produtos.
Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec. A situação se arrasta por anos, sem uma solução à vista. A população paga impostos como todos os outros brasileiros, mas não vê o retorno no serviço essencial de mobilidade. A sensação é de que se criou um padrão de baixíssima qualidade que virou a regra, e não a exceção.
### A politicagem por trás do problema
Especialistas e motoristas ouvidos apontam que a raiz do problema não é técnica, mas política. A gestão do DNIT no estado parece servir mais a interesses políticos do que à população. O foco estaria em nomeações e indicações, e não na execução eficiente do trabalho de manter as estradas em condições mínimas de trafegabilidade.
A pergunta que todos fazem é: até quando os representantes eleitos vão tolerar essa situação? A conivência com uma gestão ineficiente prejudica diretamente a vida dos cearenses. É preciso que haja mais pressão e fiscalização sobre como os recursos federais para manutenção das BRs estão sendo aplicados no estado.
A solução existe e é vista em outras praças. Requer gestão profissional, planejamento de longo prazo e, acima de tudo, vontade política de colocar o interesse público em primeiro lugar. Enquanto o jogo político prevalecer, os buracos continuarão sendo o símbolo mais visível do descaso. O prejuízo, claro, fica com quem depende dessas estradas todos os dias.
Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.