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Neymar não é chamado para amistosos e fica mais longe de última Copa

A última convocação antes da Copa do Mundo sempre gera uma expectativa enorme. Desta vez, o técnico Carlo Ancelotti anunciou a lista para os amistosos contra França e Croácia, e um nome ficou de fora. Neymar, o maior artilheiro da história da seleção, não foi chamado. A decisão coloca uma grande interrogação sobre a participação do atacante no torneio que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.

Com a lista final marcada para 19 de maio, estes últimos testes ganham um peso decisivo. Eles são a chance final de observação para jogadores que ainda brigam por uma vaga. A ausência de Neymar nestes compromissos deixa seu caminho até a Copa muito mais complicado. O brasileiro, que hoje defende o Santos, precisa convencer Ancelotti de que está em condições físicas plenas.

A relação do jogador com a seleção vive um momento delicado. Desde que assumiu o comando, o treinador italiano nunca incluiu Neymar em suas convocações. Ele sempre foi claro ao afirmar que a qualidade técnica do camisa 10 é inquestionável. No entanto, o físico precisa estar no nível mais alto para a maratona de um Mundial. A confiança precisa ser construída em campo, com regularidade.

A sombra das lesões recentes

O último capítulo da carreira de Neymar tem sido marcado por problemas físicos graves. Sua última partida pela seleção foi em outubro de 2023, numa derrota para o Uruguai. Naquele jogo, ele sofreu uma lesão séria no joelho esquerdo, com rompimento de ligamento e menisco. A recuperação o afastou dos gramados por mais de um ano, um dos períodos mais difíceis de sua trajetória.

Sua volta ao Santos gerou esperança, mas novos obstáculos apareceram. Em março do ano passado, uma convocação do então técnico Dorival Júnior foi cancelada por um edema na coxa. Já neste início de 2026, após uma nova cirurgia no joelho, sua estreia só aconteceu em fevereiro. A preparação para a temporada ficou comprometida, e o ritmo de jogos segue sendo administrado com cautela.

Até mesmo um jogo do Paulistão, em março, foi perdido. Ancelotti viajou para assisti-lo pessoalmente, mas o Santos optou por preservá-lo em cima da hora. A justificativa foi evitar riscos para a musculatura. O momento pedia uma exibição convincente, mas a oportunidade de ouro não se materializou. A prudência do clube falou mais alto.

A corrida contra o tempo

A janela para impressionar está se fechando rapidamente. Sua última chance em campo foi no clássico contra o Corinthians, no domingo passado. Neymar atuou os noventa minutos, mas sua performance foi considerada discreta pelos analistas. Em um momento que pedia uma atuação brilhante, o jogo não saiu como o planejado. O relógio não para, e as dúvidas só aumentam.

Enquanto isso, novos talentos surgem e ganham espaço. Ancelotti chamou jovens como Endrick e Rayan, além do meia Gabriel Sara, para estes amistosos. São jogadores que vêm atuando com regularidade e mostrando intensidade. O técnico deixou claro que precisa de atletas com condições de encarar toda a competição, do primeiro ao último jogo.

Neymar tem um histórico impressionante em Copas. Foram três edições, com treze jogos, oito gols e quatro assistências. Sua experiência é um trunfo inegável. Mas, no futebol moderno, o passado não garante o futuro. A decisão final será técnica, baseada no que Ancelotti enxergar hoje. A bola está com o jogador, mas o tempo para ele dar sua resposta está se esgotando.

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