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Mulher denuncia ter sofrido agressão sexual de Wassef

Uma mulher apresentou uma denúncia de agressão sexual contra Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, na última sexta-feira. Ela relata ter sofrido uma tentativa de estupro em junho de 2024. O caso foi registrado na Ouvidoria das Mulheres do Ministério Público de São Paulo.

A denúncia inclui uma petição formal, uma carta escrita pela própria vítima e trocas de mensagens com pessoas próximas. Esses documentos detalham os momentos que antecederam a suposta agressão. Para proteger a identidade da mulher, seu nome não será divulgado.

O advogado dela, Cléber Gerage, foi procurado para comentar o assunto. Ele informou que o processo tramita em sigilo judicial. Por esse motivo, ele só se manifestará perante a Justiça. A reportagem também buscou contato com Frederick Wassef, mas não obteve retorno até o momento.

O contexto do relacionamento

A mulher conta na carta que conheceu Wassef através do trabalho. Ele era advogado do marido de uma colega dela. Com o tempo, o advogado começou a frequentar o mesmo estabelecimento comercial onde ela trabalhava.

Segundo o relato, ele fazia brincadeiras insistentes, perguntando se ela queria ser sua namorada. Em cumprimentos, beijava sua boca sem consentimento. Ela afirma que estranhava a atitude, mas tentava levar na brincadeira. Chegou a adverti-lo verbalmente, pedindo para que parasse com aquele comportamento.

A situação ganhou nova dimensão em meados de 2024. Ela passou a trabalhar para o PL, partido presidido por Wassef em Atibaia. Sua função envolvia participar de reuniões sobre marketing e slogans de campanha. Esse vínculo profissional aumentou o contato entre eles.

A noite do incidente

Em uma noite de junho, ela estava na casa dele assistindo televisão. Um colega de trabalho, responsável por estratégias de marketing do partido, também estava no local, mas focado em um computador. Outras pessoas eram esperadas mais tarde para uma atividade política.

Frederick Wassef chegou em casa e foi tomar banho. Pouco depois, saiu do banheiro usando apenas uma toalha na cintura. A vítima relatou ter ficado sem graça com a situação inesperada. O clima, segundo ela, mudou rapidamente.

A tentativa de agressão

De acordo com a narrativa, Wassef então a puxou pelo braço em direção ao quarto. Ela foi jogada na cama e ele se atirou sobre ela, tentando beijá-la e tirar sua roupa. A vítima descreve um momento de luta e desespero.

Ela gritou repetidamente para que ele parasse, ameaçando fazer escândalo. Durante a força, a toalha dele caiu e ele ficou nu. A mulher continuou lutando para se soltar, enquanto ele a agarrava e insistia em remover suas roupas. O pânico tomou conta da cena.

Após muita resistência, ela conseguiu se libertar e correr para a sala. O colega que estava trabalhando perguntou o que havia acontecido. Sem responder, ela seguiu direto para o portão, entrou em seu carro e saiu chorando do local. O medo a impediu de fazer a denúncia antes.

As medidas legais solicitadas

O advogado da mulher protocolou um pedido por medidas protetivas urgentes. Ele requer que Frederick Wassef seja proibido de se aproximar a menos de duzentos metros da vítima e de seus familiares. A distância busca garantir a segurança física e psicológica dela.

Também foi solicitada a quebra dos sigilos telefônico e telemático de ambas as partes. O objetivo é colher possíveis evidências nas comunicações. Outro pedido importante é a apreensão das imagens de câmeras de segurança nas redondezas da casa onde o fato ocorreu.

A defesa ainda pede o cancelamento de eventuais autorizações de porte de armas do advogado. Por fim, requer a proibição de qualquer contato, direto ou por terceiros, com a vítima e com a testemunha indicada no processo. O caso agora aguarda análise das autoridades.

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