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Motorista de Porsche teve pedido de liberdade negado mais uma vez em SP

A Justiça de São Paulo negou mais um pedido de liberdade para Fernando Sastre Andrade Filho. Ele responde por dirigir uma Porsche em alta velocidade e provocar um acidente fatal no ano passado. O motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana perdeu a vida no choque.

A decisão saiu na última terça-feira, mantendo a prisão preventiva do réu. A magistrada avaliou que a medida ainda se mostra necessária e adequada. O entendimento é que existe um risco concreto de ele cometer novos crimes caso seja solto.

Para a Justiça, a conduta de Sastre tem gravidade concreta e evidencia sua periculosidade. As circunstâncias do caso, segundo o tribunal, justificam plenamente que ele permaneça detido. Esta já é a sexta vez que um pedido de liberdade dele é negado.

A defesa contesta a decisão

Os advogados de Sastre argumentam que seu cliente é o único motorista envolvido em acidente com morte que segue preso. Eles afirmam que, em casos similares, os outros envolvidos estão em liberdade. A estratégia da defesa tem sido questionar a manutenção da prisão.

O advogado Jonas Marzagão destacou que Fernando permaneceu no local do acidente até a chegada do socorro. Ele também foi liberado pela polícia inicialmente e se apresentou espontaneamente quando decretada a prisão preventiva. Ainda assim, é o único que continua atrás das grades.

A equipe de defesa já moveu dois recursos perante os tribunais superiores. Eles aguardam análise do STJ e do STF antes do julgamento definitivo. O objetivo é requalificar o crime de homicídio qualificado para homicídio culposo.

Os detalhes do caso e a situação atual

A denúncia do Ministério Público de São Paulo aponta que Sastre dirigia a cerca de 156 km/h em uma via com limite de 50 km/h. A colisão frontal atingiu o Renault Sandero de Ornaldo Viana, que não resistiu aos ferimentos. Um amigo que estava no carro de Sastre também ficou gravemente ferido.

Recentemente, o réu foi transferido do presídio de Tremembé, conhecido por abrigar detentos famosos. Ele agora cumpre a medida cautelar na Penitenciária II de Potim. A mudança ocorreu no dia 18 do mês passado, segundo a secretaria penitenciária paulista.

A distância entre as duas unidades é de aproximadamente 44 quilômetros. Enquanto isso, ele aguarda a data para ser julgado pelo júri popular. O processo segue seu curso, com a defesa buscando revisões e a acusação sustentando a gravidade dos fatos. O caso continua a gerar debates sobre a aplicação da lei.

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