Curitiba perdeu uma de suas vozes artísticas mais marcantes. O ator, diretor e cantor Maurício Vogue morreu na quinta-feira, aos 59 anos. A notícia foi confirmada pelo grupo Teatro Regina Vogue, do qual ele era diretor artístico.
A causa do falecimento não foi divulgada publicamente pela família ou pela equipe. O velório aconteceu na sexta-feira, no saguão do emblemático Teatro Guaíra. O local é um marco cultural da cidade e foi palco de muitos de seus trabalhos.
Nascido em Paranaguá, no litoral paranaense, Maurício construiu sua vida e carreira em Curitiba. Sua trajetória começou nos anos 1980, na cena independente. A dança foi uma influência fundamental que ele carregou para todas as suas futuras criações.
Uma carreira entrelaçada com a cena paranaense
Maurício Vogue era filho da atriz e produtora Regina Vogue, um nome fundamental das artes cênicas no estado. Ele herdou não só o sobrenome, mas também um profundo compromisso com o teatro. Sua linguagem artística era única, frequentemente descrita como uma poesia cênica.
Como diretor, seu talento foi amplamente reconhecido. Ele recebeu oito vezes o Troféu Gralha Azul, a maior premiação do teatro paranaense. Esses prêmios atestam sua capacidade de inovar e emocionar o público e a crítica ao longo dos anos.
Sua atuação não se limitou aos palcos. Na música, foi vocalista da banda Denorex 80 por mais de uma década. O grupo foi uma incubadora de talentos, com participação de artistas como Alexandre Nero, hoje conhecido nacionalmente.
O legado de um artista completo
O Teatro Regina Vogue publicou uma homenagem tocante. Eles descreveram Maurício como um criador de rara sensibilidade. Para ele, o teatro ia muito além do entretenimento. Era um pacto com o sensível, uma experiência a ser vivida intensamente por todos.
Ele dirigia seus atores convidando-os ao risco e à verdade de cada cena. Formou gerações de artistas e ajudou a construir uma linguagem teatral própria para Curitiba. Seu método era baseado na coragem criativa e na presença absoluta.
Seu legado não está apenas nas peças que dirigiu ou nos prêmios que ganhou. Está na memória afetiva do público e no trabalho de cada artista que passou por suas mãos. Maurício Vogue deixa uma marca indelével no cenário cultural brasileiro. Sua arte permanece em cartaz, na lembrança de quem a viveu.
Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.