O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, quer explicações urgentes. O caso envolve visitas recebidas por Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, na Papudinha. Os encontros teriam acontecido fora dos horários previamente autorizados pelo próprio tribunal.
A ordem foi dada ao Comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Eles têm um prazo de 48 horas para se manifestar. O despacho foi publicado nesta segunda-feira, mas já estava assinado desde a sexta-feira anterior.
A situação levanta questionamentos sobre o cumprimento das regras de vigilância. Anderson Torres está preso após condenação por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro. O controle sobre suas visitas é parte fundamental da pena que cumpre.
As visitas que descumpriram as regras
O relatório enviado pela polícia ao STF mostrou dois encontros específicos. Eles ocorreram no dia 11 de fevereiro, uma quarta-feira. Os visitantes eram o pai e a irmã do ex-ministro, João Torres Filho e Patrícia Gisele Torres.
O problema está no horário registrado: das 17h às 19h. No entanto, a autorização judicial é clara e restritiva. As visitas só podem acontecer às quartas e sábados, em três janelas de tempo durante o dia.
Os períodos permitidos são das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h. Portanto, as duas visitas ultrapassaram claramente o limite estabelecido. O relatório oficial da polícia, ironicamente, foi a fonte que evidenciou a irregularidade.
A determinação do ministro e o prazo para explicações
Alexandre de Moraes lembrou que as regras não foram criadas aleatoriamente. Elas foram estabelecidas por ele em 29 de janeiro, atendendo a um pedido do próprio batalhão responsável pela custódia. A mudança visava organizar a rotina do local.
Diante da discrepância, o ministro usou seus poderes regimentais para exigir uma posição. O ofício determina que o comando da PM preste esclarecimentos em até dois dias. A medida busca entender como uma norma tão específica foi ignorada.
A ordem é direta e não deixa margem para atrasos. Agora, a bola está com a polícia militar. Eles precisam detalhar os motivos que levaram ao descumprimento do horário autorizado para as visitas familiares.
O contexto da prisão de Anderson Torres
Anderson Torres não é um preso qualquer. Ele foi ministro da Justiça no governo anterior e também era secretário de Segurança do DF na época dos ataques às sedes dos Três Poderes. Sua condenação pelo STF soma 24 anos de prisão.
O crime é associado à tentativa de golpe de estado. Por isso, sua situação carcerária é acompanhada com rigor extremo pelo Supremo. Qualquer flexibilização nas regras é vista com grande preocupação pelos ministros.
Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. A apuração mostra como até os detalhes operacionais são cruciais. O caso segue em aberto, aguardando a resposta das autoridades policiais.
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