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Ministro da CGU exalta combate à corrupção no governo Lula

Os brasileiros estão recuperando a confiança nas instituições públicas. Esse movimento aparece em pesquisas recentes e reflete uma mudança prática no dia a dia. A digitalização de serviços e a atuação firme contra irregularidades são fatores centrais nesse processo.

O governo federal tem adotado uma postura mais rígida ao enfrentar casos de corrupção. Muitas investigações sobre desvios começaram em gestões anteriores. A diferença agora está na agilidade para apurar os fatos e devolver o dinheiro aos cidadãos.

Um exemplo claro envolve descontos indevidos em benefícios do INSS. Denúncias existiam desde 2019, mas as investigações não avançavam. Com uma atuação coordenada entre controladoria e polícia, a apuração foi concluída em menos de um ano.

O resultado foi o início do ressarcimento aos aposentados em apenas três meses. O trabalho conjunto entre órgãos de controle foi essencial para esse desfecho. A estratégia é investigar, responsabilizar e reparar os danos de forma transparente.

Casos recentes e o papel do controle

Operações como a que investiga o Banco Master mostram essa nova dinâmica. A CGU atua em conjunto com o Banco Central e a Polícia Federal. Seu foco é apurar a responsabilidade de servidores e aplicar a lei a empresas envolvidas.

Em casos de prejuízos a fundos de previdência municipais, a orientação é clara. Estados e municípios precisam adotar critérios rigorosos de análise de risco. A controladoria oferece modelos de integridade que podem ser adaptados localmente.

A atuação não se limita a investigar. O objetivo maior é prevenir que os desvios ocorram. Por isso, a CGU disponibiliza ferramentas e orientações para todos os entes federativos. A ideia é construir uma rede de proteção em todo o país.

Os números da confiança

Uma pesquisa da OCDE traz dados concretos sobre essa mudança. A confiança no governo federal subiu de 26% em 2022 para 38% agora. O estudo ouviu duas mil pessoas e mede a experiência real com serviços, não apenas a percepção.

Outros indicadores de serviços públicos também melhoraram de forma expressiva. A satisfação com a educação e com serviços administrativos, por exemplo, saltou para 55%. A percepção de tratamento justo na concessão de benefícios quase triplicou.

Para especialistas, os números refletem um processo de reorganização institucional. O fortalecimento dos mecanismos de controle gera resultados visíveis. A população percebe quando as coisas começam a funcionar de maneira mais justa.

Tecnologia a favor da fiscalização

A inteligência artificial virou uma grande aliada no combate a fraudes. A CGU desenvolveu um sistema que analisa editais e contratos públicos. A ferramenta identifica riscos e padrões suspeitos em tempo recorde.

Somente no ano passado, mais de 600 auditorias foram realizadas com apoio tecnológico. Nos últimos três anos, a controladoria evitou mais de três bilhões em gastos irregulares. Operações conjuntas identificaram treze bilhões em prejuízos potenciais.

A tecnologia também chegou ao cidadão comum. Agora, placas em obras públicas trazem um QR Code. Basta apontar a câmera do celular para acessar todas as informações sobre aquele projeto. A transparência se tornou mais acessível.

Transparência e novas regras

O acesso à informação também passou por mudanças significativas. O governo reduziu drasticamente o uso do chamado sigilo de cem anos. A regra padrão para documentos pessoais agora é de quinze anos.

O portal da transparência foi totalmente reformulado e está mais detalhado. É possível acompanhar a execução de recursos por município e até por parlamentar. Esse monitoramento inclui as emendas de custeio, conhecidas como emendas Pix.

A fiscalização sobre esses recursos federais ficou mais rigorosa. Decisões do STF deram mais responsabilidade à CGU nessa tarefa. O caminho é dar visibilidade total ao dinheiro público, do repasse até a finalização da obra.

A percepção da corrupção

Alguns rankings internacionais ainda colocam o Brasil em posição ruim. O ministro da CGU faz uma analogia para explicar esse paradoxo. É como comparar duas cidades, uma com e outra sem aparelho de ressonância magnética.

A cidade com o aparelho detecta mais doenças e parece mais doente. A cidade sem o equipamento não registra os casos, mas o problema existe. A ampliação das investigações pode, num primeiro momento, aumentar a sensação de corrupção.

O ponto central é que é melhor identificar o problema para poder tratá-lo. O combate à corrupção não termina com um passe de mágica. É um trabalho constante de aprimorar a fiscalização e a transparência todos os dias.

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