Você já parou para pensar como está o sonho da casa própria no Brasil? Com a Selic em patamares altos, muita gente esperava um alívio nos juros dos financiamentos. No entanto, para o programa Minha Casa, Minha Vida, a notícia é outra. O governo federal não pretende reduzir as taxas do programa, mesmo com a possibilidade de cortes na taxa básica ainda este ano.
A declaração foi dada pelo ministro das Cidades, Jáder Filho. Ele afirmou que simplesmente não há previsão de baixar mais os juros. Segundo o ministro, as condições atuais já são as mais baixas da história do programa. Isso acontece mesmo com a Selic a 15% ao ano, um patamar que não víamos há quase vinte anos.
A justificativa é que os juros atuais já seriam adequados. Eles cumpririam o objetivo de ampliar o acesso à moradia para as famílias. Para se ter uma ideia, na Faixa 1, que atende famílias com renda de até R$ 2.850, a taxa é de 4% ao ano no Norte e Nordeste. Nas outras regiões, fica em 4,25% ao ano. O plano agora é seguir em frente com essas condições.
Meta ambiciosa para os próximos anos
O Ministério das Cidades tem uma meta clara em mente. A expectativa é assinar 1 milhão de novos contratos ainda em 2026. O objetivo é manter esse mesmo ritmo durante o ano de 2027. Com isso, a projeção do governo é encerrar o mandato com um número expressivo. A ideia é ter 3 milhões de financiamentos habitacionais firmados por meio do programa.
Essa estratégia mostra uma aposta na continuidade. O governo acredita que o programa funciona bem com as regras atuais. A intenção é não mexer no que está dando certo, focando apenas na execução. O esforço será para viabilizar essas novas moradias nos próximos ciclos.
Portanto, para quem esperava por juros ainda mais baixos, a resposta é negativa. O caminho será outro: ampliar o volume de contratos com as taxas como estão. A prioridade será a agilidade e a capacidade de atingir as famílias que mais precisam. O foco está na escala, e não em novos descontos.
O cenário de juros altos e o crédito caro
Enquanto isso, o cenário geral de juros altos segue seu curso. O Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano em sua última reunião. Esse é o maior nível desde meados dos anos 2000. No entanto, o Copom sinalizou uma possível virada. Um ciclo de cortes pode começar na reunião de março, se a inflação se comportar.
Esse ambiente de custo alto do dinheiro pressiona todo o mercado. Em 2025, a taxa média cobrada pelos bancos de pessoas e empresas subiu bastante. O aumento foi de 6,5 pontos percentuais, fechando dezembro em 47,2% ao ano. Foi o maior avanço desde 2022, tornando os empréstimos comuns muito mais caros.
O crédito mais caro desacelerou o crescimento do volume total de empréstimos. Mesmo assim, ele ainda avançou 10,2% em 2025. O montante chegou a R$ 7,12 trilhões. Outro efeito colateral importante foi o aumento da inadimplência. A taxa média de atrasos no crédito bancário fechou 2025 em 4,1%.
Esse número preocupa, pois estava em 3% no fim de 2024. O custo de vida mais alto e as parcelas mais pesadas apertam o orçamento das famílias. É um reflexo direto do momento econômico, onde o dinheiro ficou escasso e caro para quase todo mundo. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
O que isso significa na prática?
Para o cidadão comum, essa combinação de fatores gera um cenário misto. De um lado, o Minha Casa, Minha Vida mantém suas taxas subsidiadas e atrativas. É uma ilha de acesso em um mar de crédito caríssimo. Por outro, quem busca outros tipos de empréstimo encontra dificuldades maiores.
O aperto no bolso é real, com parcelas de carro, cartão e empréstimos pessoais pesando mais. O aumento da inadimplência mostra que muitas famílias estão no limite. A expectativa agora é pelo início do ciclo de queda da Selic, prometido para os próximos meses.
Esse movimento poderia trazer um alívio gradual para toda a economia. Até lá, o programa habitacional segue como uma alternativa importante. Ele funciona com regras próprias, um pouco desconectado do turbilhão do mercado. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira. A busca pela casa própria continua, mas o caminho exige planejamento extra.
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