Você sempre atualizado

Michelle e Flávio brigaram ao dividir horários para visitar Bolsonaro na prisão

O clima na família Bolsonaro segue tenso, e um recente desentendimento entre o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle deixou isso ainda mais claro. A discussão aconteceu em janeiro, pouco antes da transferência de Jair Bolsonaro para a Papuda. O motivo parece simples, mas revela uma divisão profunda: a divisão dos horários para visitar o ex-presidente.

Flávio não quis compartilhar seu tempo de visita com Michelle, sua filha mais velha e um irmão dela. Na ocasião, o senador teria dito que eles "não eram da família". Esse episódio é visto como algo sem precedentes dentro do Partido Liberal e joga uma sombra sobre os planos políticos do grupo. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui.

A briga familiar tem consequências práticas imediatas para a campanha. A agenda de eventos que o PL preparava para Michelle agora está totalmente incerta. O partido não sabe quando poderá contar com ela novamente, nem se ela realmente trabalhará pela candidatura do enteado. Um evento marcado para o Tocantins em fevereiro já foi cancelado.

Em dezembro, outro encontro do PL Mulher no Rio também foi cancelado por Michelle. A indefinição prejudica a mobilização de um setor importante do eleitorado. A situação cria um vácuo na comunicação do partido, que precisa aparecer unido. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui.

As decisões que acirram os ânimos

Uma decisão recente do partido jogou mais lenha na fogueira. A deputada federal Caroline de Toni foi informada de que não poderá disputar uma vaga ao Senado por Santa Catarina. O lugar será destinado a Carlos Bolsonaro. A outra vaga ficou com um aliado do governador Jorginho Mello.

Com isso, Caroline deve migrar para o partido Novo. Michelle tem sido uma vocal defensora da aliada. Recentemente, a ex-primeira-dama compartilhou uma publicação de Caroline, chamando-a de "nossa senadora". A escolha do partido em priorizar Carlos em detrimento de sua aliada só aumentou o desgaste.

A opção claramente desagradou Michelle e afastou uma parlamentar próxima. Esse movimento é visto como uma consolidação do controle dos filhos de Bolsonaro sobre a máquina partidária. A situação expõe as fissuras entre o núcleo familiar original e os aliados políticos mais próximos de Michelle.

O histórico de tensões na família

A raiz do problema é mais antiga. O desgaste profundo começou no fim de 2025, quando Jair Bolsonaro escolheu Flávio para ser o candidato à Presidência. Michelle ficou muito irritada por saber da decisão apenas pelo comunicado público do enteado, sem ser consultada. Esse foi o estopim de uma série de atritos.

Há especulações de que Michelle cultivava, ela mesma, o desejo de disputar a Presidência, mesmo com um suposto veto do marido. Ela manteve uma agenda intensa de viagens e eventos ao longo de 2025. A prisão de Bolsonaro e a ascensão de Flávio como principal negociador acirraram os conflitos.

Em novembro, após um discurso de Michelle pedindo união, Flávio foi taxativo. Disse que coordena as campanhas do pai desde 2002 e que quem fala em nome dele é ele, Flávio. Logo depois, Michelle criticou publicamente uma aproximação do PL com Ciro Gomes, foi repreendida pelos enteados, mas, ironicamente, o partido recuou do acordo dias depois. O anúncio da candidatura de Flávio, porém, congelou de vez a relação. Agora, resta saber como será a convivência quando a campanha oficialmente começar.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.