Os mercados internacionais respiraram mais aliviados nesta quarta-feira. O clima de cautela, porém, ainda paira no ar. Investidores em todo o mundo seguem atentos a uma série de indicadores econômicos importantes que serão divulgados hoje. Além disso, todos aguardam os resultados trimestrais da Alphabet, a empresa controladora do Google.
As expectativas para a gigante de tecnologia são bastante otimistas. A projeção é de um crescimento robusto de mais de 15% em sua receita. Os analistas estarão de olho em quaisquer sinais sobre novos investimentos e na demanda por seus serviços de nuvem. Um ponto crucial será entender se existem limitações na capacidade de expansão de seus projetos de inteligência artificial.
No cenário político, uma névoa de incerteza nos Estados Unidos começa a se dissipar. O presidente Donald Trump sancionou um pacote de financiamento, encerrando a paralisação parcial do governo. Mesmo assim, o breve shutdown atrasou a divulgação de um relatório importante sobre vagas de emprego. Esse adiamento deixou um vazio de informações para os mercados.
O dia está cheio de números pelo mundo
A agenda econômica desta quarta-feira é realmente intensa. No Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, serão divulgados os índices PMI do setor de serviços. Esses dados são um termômetro valioso da atividade econômica. Por aqui, o Banco Central também trará números sobre o fluxo de dólares e um índice que mede o preço das commodities que exportamos.
Do outro lado do Atlântico, o foco dos europeus estará na primeira estimativa da inflação de janeiro. A expectativa é de uma alta modesta, mas qualquer surpresa pode mover os mercados. Nos Estados Unidos, os dados de emprego do setor privado, medidos pelo ADP, voltarão a ser publicados após o impasse político. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
No campo corporativo, a temporada de balanços segue a todo vapor. No Brasil, Santander e Itaú Unibanco divulgam seus resultados hoje. O desempenho dos grandes bancos sempre dá pistas sobre a saúde do crédito e da economia. No exterior, como já dissemos, os holofotes estão totalmente voltados para a Alphabet. Seus números podem definir o humor do mercado tecnológico global.
Como andam os principais mercados?
O mercado brasileiro voltou a atrair o interesse do capital estrangeiro na terça-feira. Esse movimento, somado a alguns dados domésticos, deu fôlego à bolsa. O Ibovespa fechou com uma alta expressiva, acima de 1,5%. Já o dólar deu uma pequena trégua e recuou frente ao real. A moeda norte-americana havia subido nos dois pregões anteriores.
A ata da última reunião do Copom trouxe um recado claro. A velocidade e a duração dos cortes na taxa de juros dependerão estritamente dos próximos dados econômicos. O documento reforçou que manter os juros altos por um tempo foi necessário para domar a inflação. Agora, o caminho depende da evolução da atividade e dos preços.
Na Europa, as bolsas abriram o dia no campo positivo. O otimismo é alimentado pela expectativa de novos balanços corporativos de empresas importantes. Grandes nomes como Novartis, Santander e GSK divulgam seus números. O bom resultado do banco UBS, divulgado antes da abertura, também ajudou a animar os investidores.
Os ventos fora da Europa
Os mercados asiáticos, em sua maioria, encerraram as operações no azul. Eles conseguiram se descolar das perdas registradas em Wall Street na véspera. A exceção foi o Japão, onde o índice Nikkei caiu pressionado justamente pelas ações de tecnologia. Esse setor segue sensível às expectativas globais.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam sem uma direção clara nesta manhã. Eles refletem a indecisão após um fechamento totalmente negativo na terça. Os principais índices, como S&P 500 e Nasdaq, tiveram quedas próximas de 0,8%. O Dow Jones apresentou uma perda ainda mais significativa.
O preço do petróleo segue em alta pelo segundo dia seguido. O motivo é o reaparecimento de tensões geopolíticas em uma região sensível. Os Estados Unidos abateram um drone iraniano perto de um porta-aviões no Mar Arábico. Incidentes como esse reacendem o temor de desruptões no fornecimento, pressionando os preços para cima.
Para ficar de olho nas próximas horas
A agenda do dia ainda reserva muitos números. Nos EUA, além do emprego privado, saem os indicadores finais do setor de serviços. Na zona do euro, além da inflação, será divulgado o índice de preços ao produtor. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.
No cenário político brasileiro, um movimento importante deve se concretizar. O presidente Lula segue para confirmar as indicações de dois economistas para cargos de diretoria no Banco Central. Os nomes são Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti, apresentados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Mello, atual secretário de Política Econômica, deve assumir a diretoria de Política Econômica do BC. Cavalcanti, professor com passagem por Cambridge, ficaria com a diretoria do Sistema Financeiro. As nomeações sinalizam os rumos que a autoridade monetária deve tomar nos próximos anos.
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