Esta campanha eleitoral em Portugal está diferente de tudo que já vimos. O domingo, 18 de fevereiro, decide quem assume a presidência, mas o clima é único. Onze nomes brigam pelo cargo, um recorde histórico, e a chance de um segundo turno é grande. O debate, porém, está mergulhado em um mar de mentiras que confunde qualquer cidadão.
A quantidade de falsidades circulando é algo difícil de imaginar. Um estudo da Universidade de Portugal identificou mais de oito milhões de notícias falsas por dia durante o período eleitoral. São as famosas fake news, que nós brasileiros conhecemos muito bem, tomando conta do debate. Esse volume impressionante mostra como a desinformação se tornou um peso real para a democracia.
O eleitor comum fica no meio desse furacão, sem saber em qual informação confiar. Esse clima de confusão e ódio entre partidos criou um terreno fértil para negócios sombrios. Profissionais e escritórios especializados agora ganham dinheiro justamente para espalhar narrativas falsas e desconstruir fatos. A campanha deixou de ser apenas sobre propostas.
O problema no Brasil
Se a situação em Portugal preocupa, aqui no Brasil ela é ainda mais grave e consolidada. Estima-se que cerca de 90% do que circula em nossas redes sociais não tem base na realidade. Esse não é um exagero, mas um retrato de um ecossistema digital doente. A desinformação molda opiniões e decide carreiras políticas inteiras.
Vereadores, deputados e senadores são eleitos regularmente com o auxílio pesado de campanhas de fake news. Essa máquina não é amadora; é uma indústria bilionária. Ela conta com a força de influenciadores digitais que, voluntariamente ou não, amplificam mentiras para milhões de seguidores. O lucro é alto, e o custo para a sociedade é a verdade.
Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. É um sistema que parece intocável, mas conhecer seu mecanismo é o primeiro passo para se defender. O cidadão fica refém de um jogo onde não sabe mais distinguir o real do inventado. O resultado é uma política baseada em emoção e raiva, não em debate e projetos.
Como enfrentar a desinformação
A boa notícia é que existem formas de contra-atacar esse fenômeno. O nível de escolaridade e o acesso à educação de qualidade são escudos poderosos. Pessoas com mais recursos para checar fatos caem menos em armadilhas. O simples hábito de pausar antes de compartilhar uma notícia explosiva já faz uma grande diferença.
Outra frente importante é a checagem. Diversos veículos e projetos independentes se dedicam a verificar declarações e vídeos virais. Denunciar conteúdos falsos diretamente nas plataformas de rede social também ajuda a reduzir seu alcance. São ações práticas que, quando feitas por muitos, criam um ambiente mais saudável.
Em várias nações europeias e nos Estados Unidos, já se vê que as fake news começam a perder parte de sua força. Especialistas apontam figuras como Donald Trump, Javier Milei e Nicolás Maduro como alguns dos últimos a se eleger majoritariamente com essa estratégia agressiva. O caminho é longo, mas a conscientização é a chave. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira. A batalha é por uma informação clara, para que o voto de cada pessoa seja realmente uma escolha livre.
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