A Polícia Civil do Amazonas realizou uma grande operação que revelou laços profundos entre o crime organizado e a política local. As investigações mostram como uma facção conseguiu se infiltrar em setores-chave do poder público. As ações judiciais ocorreram em vários estados, indicando uma rede de influência que vai além das fronteiras regionais.
Um núcleo político teria atuado como ponte entre o Comando Vermelho e o governo. Esse grupo é suspeito de facilitar negócios ilícitos e obter vantagens dentro da administração. A investigação aponta para um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro e corrupção.
As prisões envolvem figuras com acesso direto a prefeitos, deputados e até ao Judiciário. Uma das detidas é Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus. Ela integrava uma comissão de licitação, cargo de grande sensibilidade e influência.
A operação Erga Omnes
A força-tarefa cumpriu mandados em sete estados brasileiros, do Pará ao Piauí. Foram presas preventivamente oito pessoas no Amazonas e outras cinco em diferentes regiões. As buscas apreenderam celulares, documentos, dinheiro e veículos de luxo.
As provas coletadas sugerem que o esquema movimentou cerca de 70 milhões de reais. O montante teria sido canalizado por meio de empresas de fachada criadas a partir de 2018. Os investigados respondem por tráfico, lavagem, corrupção e violação de sigilo.
A abrangência das prisões demonstra a capilaridade da organização criminosa. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui. Agentes atuaram em capitais como Belém, Fortaleza e Belo Horizonte.
O modus operandi da quadrilha
A investigação detalha como o grupo funcionava. Eles usavam negócios aparentemente legítimos para mascarar a origem do dinheiro ilícito. Uma agência de turismo, por exemplo, está no centro das atenções dos policiais.
A Revoar Turismo é suspeita de ter sido uma dessas fachadas. A empresa emitiu passagens para uma viagem do prefeito David Almeida ao Caribe. O proprietário do negócio foi um dos alvos presos durante a operação.
A estratégia era infiltrar pessoas em cargos públicos para desviar licitações e quebrar sigilos. O objetivo final era garantir impunidade e ampliar o alcance financeiro da facção. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui.
Os próximos passos do inquérito
As atenções agora se voltam para possíveis novos desdobramentos. A polícia avalia pedir medidas contra familiares do prefeito de Manaus. A esposa, a sogra e a irmã do gestor estão no radar dos investigadores.
Não há confirmação de uma nova operação, mas as provas seguem sendo analisadas. A viagem do prefeito, custeada pela agência investigada, é um dos pontos sob análise. O gestor não é investigado, mas o caso tangencia seu círculo próximo.
As investigações continuam para mapear toda a extensão da rede infiltrada. A operação expôs um problema que vai muito além de um estado ou cidade. O combate a esse tipo de esquema exige vigilância constante das instituições.
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