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Megaoperação mira 190 suspeitos ligados a empresa apontada como maior devedora de impostos de São Paulo

Nesta quinta-feira, uma grande operação policial e fiscal acordou cinco estados e o Distrito Federal. Os agentes cumpriram 190 mandados de busca e apreensão. O alvo é uma extensa rede suspeita de fraudes bilionárias no setor de combustíveis.

A ação, batizada de Poço de Lobato, mobilizou mais de seiscentos agentes. Entre eles, promotores, auditores fiscais e policiais. O trabalho conjunto visa desmontar uma organização criminosa sofisticada.

O núcleo do esquema é o Grupo Refit, comandado pelo empresário Ricardo Magro. O grupo é dono da antiga refinaria de Maguinhos, no Rio. A suspeita é de que a empresa seja a maior devedora de impostos em São Paulo.

O alcance nacional da investigação

Os mandados foram executados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e no Distrito Federal. A operação mostra que o esquema tinha ramificações por todo o país. Isso é comum em fraudes de grande escala no setor de combustíveis.

O prejuízo estimado para os cofres públicos é colossal: cerca de 26 bilhões de reais. Esse valor inclui impostos estaduais e federais que deixaram de ser recolhidos. O rombo afeta diretamente serviços públicos que dependem desses recursos.

As suspeitas são graves: organização criminosa, crimes contra a ordem econômica e lavagem de dinheiro. Os investigados usavam uma complexa rede de empresas para esconder o rastro do dinheiro. Holdings e offshores faziam parte do jogo.

A sofisticação do esquema criminoso

Os investigadores descobriram o uso de fintechs e fundos de investimento no esquema. Esse método moderno de movimentar recursos dificulta o trabalho das autoridades. A estratégia lembra a Operação Carbono Oculto, que revelou a infiltração do PCC no setor.

A fraude funcionava através de uma rede de colaboradores e meios de pagamento eletrônicos. O objetivo era camuflar a origem e o destino dos valores desviados. É um sistema que exige conhecimento financeiro para ser desmontado.

Até o momento, a Justiça já bloqueou 8,9 bilhões de reais de pessoas ligadas ao caso. Em uma ação paralela, a Procuradoria da Fazenda Nacional conseguiu a indisponibilidade de mais 1,2 bilhão. São valores que podem ser recuperados para os cofres públicos.

O desfecho recente da Refit

Em setembro, a Receita Federal e a ANP já haviam interditado a Refit. Na ocasião, foram apreendidos navios carregados de combustível importado irregularmente da Rússia. Essa foi a primeira grande investida contra as atividades do grupo.

A refinaria de Maguinhos, no Rio, era o coração das operações do grupo. O controle de uma estrutura física desse porte dava uma aparência de legitimidade ao negócio. No entanto, por trás da fachada, operava um esquema de sonegação.

A operação de hoje consolida a investigação e avança sobre os responsáveis pela estrutura financeira. O combate a esse tipo de crime é lento e meticuloso. Cada bloqueio e cada apreensão são passos importantes para reparar o dano causado à sociedade.

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