O caso envolvendo Banco Master e BRB, dois bancos você certamente já ouviu falar, segue rendendo novos capítulos. A história, que começou com uma fraude bilionária em carteiras de crédito, agora ganha um detalhe crucial. O prejuízo final para o banco público de Brasília pode ser muito maior do que o valor inicialmente divulgado.
Isso acontece porque a forma de reparar o estrago está cheia de complicações. Para ressarcir o BRB, o Banco Master usou um pacote de ativos que está longe de ser dinheiro fresco na conta. Falamos de fundos cheios de dívidas não pagas, ações que praticamente viraram pó e investimentos em imóveis. São coisas difíceis de transformar em capital rápido.
Agora, o BRB precisa descobrir quanto desse montante realmente tem valor. A tarefa é complexa e o rombo final ainda é uma incógnita. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
Os fundos problemáticos no centro do caso
A investigação já mapeou oito fundos de investimento que foram repassados do Master para o BRB como parte do ressarcimento. O maior deles se chama Jeitto e tem uma carteira que supera um bilhão de reais. O problema é que a esmagadora maioria desse valor, cerca de 95%, está em créditos inadimplentes.
Esses créditos são, na verdade, empréstimos que o próprio Banco Master concedeu e depois vendeu ao fundo. Havia um acordo para que dívidas muito atrasadas fossem recompradas, mas isso simplesmente parou de acontecer. O fundo, então, congelou novas operações, deixando um passivo gigante para o BRB administrar.
O segundo maior fundo da lista é o Kyra, com uma carteira avaliada em 882 milhões de reais. Aqui, a história é ainda mais dramática, pois praticamente todo o valor estava aplicado em ações de uma única empresa. O resultado foi uma perda avassaladora para os cofres do banco.
A queda livre de uma aposta arriscada
A empresa em questão é a Ambipar, do setor de resíduos, que entrou em recuperação judicial. As ações da companhia, que já valeram mais de dez reais, hoje são negociadas por alguns centavos. Essa queda vertiginosa destruiu o valor do fundo Kyra e também de outro chamado Texas I.
O Texas I viu seu patrimônio líquido despencar de 634 milhões para apenas 122 milhões de reais em poucos meses. A razão principal foi justamente a exposição massiva às ações da Ambipar. É um exemplo claro de como a concentração em um ativo frágil pode aniquilar um investimento.
Para o BRB, fica o desafio de avaliar o que resta desses papéis. A data exata em que esses fundos foram transferidos e seu valor na época são informações cruciais que ainda não foram totalmente esclarecidas. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.
Os imóveis e os negócios da família
Além dos créditos podres e das ações desvalorizadas, parte do ressarcimento veio em forma de investimentos imobiliários. Um fundo chamado Supreme Realty, por exemplo, tem 737 milhões de reais aplicados no setor. Desse total, 264 milhões estão ligados a um projeto de Nathalia Vorcaro, irmã do dono do Banco Master.
Os empreendimentos são tocados por empresas onde ela atua como diretora. Um deles é um terreno grande em Contagem, Minas Gerais. Outro é um residencial do Minha Casa, Minha Vida, estimado em quase 400 milhões de reais. A proximidade com a família do banqueiro levanta questionamentos.
Outro fundo, o CMX Realty, também contém projetos vinculados a pessoas do círculo de Vorcaro. A situação ilustra como ativos de difícil venda e liquidez complicada acabaram na carteira do banco público. As instituições envolvidas afirmam que todas as operações seguiram as regras contábeis da época.
O BRB aguarda o fim das apurações para saber o tamanho real do prejuízo e quanto de capital precisará ser injetado. Enquanto isso, a população acompanha mais um capítulo de uma história que mistura finanças, família e uma conta que pode ficar ainda mais salgada.
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