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Marinha faz novo alerta de ressaca com ondas de até 3 metros entre SC e RJ

O litoral do Sudeste e parte do Sul do país estão enfrentando um mar bastante agitado nos últimos dias. A situação exige atenção redobrada de quem está planejando ir à praia ou tem atividades próximas ao mar. As ondas altas e as correntes fortes transformam um simples banho de mar em uma situação de risco real.

A Marinha do Brasil renovou o alerta de ressaca para uma extensa faixa da costa. O aviso vale desde o litoral de Santa Catarina até o Rio de Janeiro. A previsão é de que as ondas atinjam entre dois metros e meio e três de altura durante todo o fim de semana.

O fenômeno começou a se intensificar e deve seguir até a manhã de segunda-feira. Esse tipo de condição não é apenas um incômodo para os banhistas. Ele representa um perigo concreto de afogamento e dificulta até mesmo a navegação de pequenas embarcações.

Aumento expressivo de resgates nas praias

Enquanto o alerta era emitido, os bombeiros no Rio de Janeiro já contabilizavam um número alto de ocorrências. A forte ressaca levou a um aumento significativo no trabalho dos salva-vidas. Desde a virada do ano, foram necessários mais de mil e cem socorros apenas nas praias da zona sul da capital.

Ipanema e Copacabana concentraram a maior parte das intervenções. Somadas, as duas praias registraram quase oitocentos salvamentos. O Leme, também na zona sul, aparece em seguida, com mais de duzentas ocorrências. Os números deixam claro que o mar revolto não deve ser subestimado.

As ocorrências não se limitaram à área mais famosa da cidade. Outras praias do estado do Rio também registraram resgates. Mambucaba, na região da Costa Verde, foi a campeã fora da capital, com mais de cento e cinquenta casos. Barra da Tijuca e Itaipu, em Niterói, completam a lista com dezenas de salvamentos cada.

Recomendações urgentes de segurança

Diante desse cenário, a recomendação das autoridades é clara e direta. O pedido é para que os banhistas evitem entrar no mar em áreas de risco. As faixas com bandeiras vermelhas ou onde não há a presença de guarda-vidas devem ser absolutamente evitadas.

Muitos dos resgates aconteceram porque pessoas ignoraram os avisos e as orientações constantes. Apesar da sinalização e dos alertas, alguns decidem entrar na água. O resultado é um trabalho intenso e perigoso para as equipes de salvamento, que precisam agir rapidamente.

A ressaca altera completamente a dinâmica do mar, criando correntes de retorno poderosas. Essas correntes podem puxar uma pessoa para o alto mar em segundos, mesmo se ela estiver em água na altura do joelho. O perigo é silencioso e age rápido, por isso a prevenção é a única saída segura.

Operação de verão em esquema reforçado

Para tentar conter os acidentes, o Corpo de Bombeiros mantém uma operação de verão com efetivo ampliado. Mais de mil e quinhentos bombeiros atuam no estado do Rio de Janeiro. Em Copacabana, por exemplo, a orla conta com vinte postos de salva-vidas distribuídos ao longo da areia.

O esquema conta com uma frota robusta para atendimento e resgate. São centenas de viaturas, embarcações e até aeronaves prontas para agir. A tecnologia também está a serviço da segurança, com drones equipados com megafones e faróis de busca.

Esses equipamentos ajudam a monitorar áreas extensas e a transmitir alertas sonoros diretamente para a multidão na areia. A operação é completa, mas a consciência de cada um ainda é a peça mais importante. Curtir o verão com segurança significa respeitar a força do mar e ouvir quem está ali para proteger.

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