Você vai se lembrar na hora. Aquele mordomo de terno impecável, com um comentário ácido sempre na ponta da língua. Pois é, o Crô, personagem de Marcelo Serrado que roubou a cena em "Fina Estampa", está de volta. E ele chega às telas da Globo com um novo propósito, pronto para fazer história de novo.
Diferente de outras aparições rápidas, o retorno dele tem um papel muito claro desde o início. O foco será a relação com uma das personagens centrais da novela das nove. A dinâmica promete trazer de volta uma química que o público adorou no passado, só que com um novo contexto.
A volta acontece neste sábado, durante as gravações de "Três Graças". Marcelo Serrado gravou suas primeiras cenas e já deu o tom do que vem por aí. O personagem não é mais um mordomo, mas sua essência observadora e sagaz permanece intacta.
Um novo capítulo para uma dupla clássica
A grande novidade é a parceria que se forma. Crô vai contracenar bastante com Arminda, a vilã vivida por Grazi Massafera. A ideia do roteiro é reproduzir uma dinâmica poderosa. Arminda será para Crô o que Teresa Cristina foi um dia.
Ela assume na vida dele o mesmo lugar fascinante e perigoso. É alguém irresistível para o jogo cômico e tenso que marcou a trama anterior. A relação tem aquela simbiose deliciosa entre o servo e a patroa, mas agora adaptada ao universo atual.
Nas primeiras cenas, os diálogos são frequentes e cheios de significado. Crô circula pelos bastidores de uma mansão, ouvindo mais do que falando. Ele comenta o que não deveria e parece enxergar a verdade por trás da máscara social de Arminda.
A entrada no jogo das “Três Graças”
O enredo oficial explica a motivação do personagem. Crô surge como um dos interessados em comprar a escultura que dá nome à novela. A peça é cobiçada e envolve todos os núcleos da história. Ele vai interagir diretamente com outros personagens importantes.
Esses incluem Kasper, interpretado por Miguel Falabella, e João Rubens, vivido por Samuel de Assis. Dessa forma, ele entra de vez no jogo de interesses e poder que cerca a obra de arte. Sua presença adiciona uma camada a mais de intriga ao plot principal.
Sua primeira aparição, no entanto, é inesperada. Tudo começa em um hospital. Crô aparece como voluntário no local para onde Ferette será levado após um ataque do coração. É nesse ambiente que ele reconta sua trajetória pós-"Fina Estampa".
De herdeiro rico a voluntário
A revelação é surpreendente. Segundo o próprio Crô, toda a fortuna de Teresa Cristina ficou para ele. Ele se tornou um homem muito rico, cercado de todos os luxos e privilégios que se pode imaginar. A vida de milionário, no entanto, não trouxe felicidade.
Ele confessa uma grande decepção com esse estilo de vida. Foi essa frustração que o levou a mudar completamente de rumo. Ele decidiu abandonar a riqueza material em busca de algo mais significativo. O trabalho voluntário surgiu como uma nova paixão.
"Faço isso desde quando descobri que vida de rico é muito chata!", ele diz. "É jatinho privado pra Dubai, bater perna nas galerias de Paris, ver ópera em Praga, dar um jeito de não pagar imposto… Já cansei de tudo isso". A fala resume sua mudança de valores.
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