Uma nova denúncia envolvendo os mesmos jovens acusados de um estupro coletivo em Copacabana veio à tona nesta semana. Dessa vez, a mãe de uma adolescente registrou um boletim de ocorrência relatando um crime similar. Segundo ela, a filha, que tinha 14 anos na época, teria sido abusada em 2023. A forma de abordagem parece ser a mesma: a vítima é atraída para um apartamento e, lá, surpreendida por outros agressores.
A polícia aponta que três dos cinco jovens investigados no caso de janeiro também estariam ligados a esse episódio mais antigo. As autoridades não revelaram os nomes desses três suspeitos. A conexão entre os casos preocupa, pois sugere uma possível repetição de comportamento criminoso por parte do grupo.
O registro foi feito na 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, mesma unidade que investiga o crime ocorrido no início deste ano. A existência de uma nova vítima, que agora decidiu falar, pode tracer novas perspectivas e provas para as investigações em andamento. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
Situação dos acusados e andamento do processo
Quanto ao caso de janeiro, quatro jovens já foram denunciados pelo Ministério Público. A Justiça aceitou a denúncia e eles agora são réus por estupro qualificado. A qualificação ocorre porque a vítima é menor de idade. O crime também foi majorado pelo concurso de pessoas, ou seja, por ter sido cometido por mais de um agressor.
Nesse cenário, a pena prevista no Código Penal é de oito a doze anos de reclusão. Quando há a participação de várias pessoas, a lei considera a conduta mais grave e aumenta a pena final em um quarto. Todos que participaram respondem na medida de sua culpabilidade. Quem organizou ou dirigiu a ação pode ter uma punição ainda maior.
Um dos acusados, Matheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, se entregou à polícia nesta terça-feira. Ele estava foragido desde a semana passada. Outros três seguem foragidos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin e João Gabriel Xavier Bertho. Um quinto envolvido, menor de 17 anos, será processado conforme as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente.
A defesa e os próximos passos
A defesa de um dos acusados, João Gabriel Bertho, já se manifestou. O advogado Rafael De Piro nega as acusações e afirma que mensagens de texto comprovariam que a jovem sabia da presença dos outros rapazes. Ele sustenta que houve consentimento inicial para que eles estivessem no quarto durante um encontro íntimo.
O processo judicial está sob sigilo, o que é comum em casos envolvendo crimes sexuais e menores de idade. Por esse motivo, não foi possível localizar a defesa dos outros réus para ouvir suas versões dos fatos. O sigilo busca proteger a identidade e a privacidade das vítimas durante o trâmite legal.
Com um dos acusados preso e outros três foragidos, as investigações continuam para localizá-los e aprofundar os detalhes da nova denúncia. O desfecho do caso dependerá da análise das provas coletadas pela polícia e do que será discutido em juízo. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.
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