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Lula diz que vale “qualquer sacrifício” para prender magnatas do crime

O presidente Lula fez uma declaração forte durante sua viagem pela Ásia. Ele afirmou que o Brasil está disposto a fazer todos os esforços necessários para combater o crime organizado. A declaração aconteceu em Seul, capital da Coreia do Sul, onde ele cumpria agenda oficial.

O tema será um dos principais nas conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro entre os dois está marcado para o mês que vem, em Washington. Lula deixou claro que levará propostas concretas de cooperação entre as polícias e os sistemas de inteligência.

A ideia é uma parceria de fato no enfrentamento ao narcotráfico e ao tráfico de armas. O presidente destacou a experiência da Polícia Federal nessa área. Para ele, a união de forças pode trazer resultados efetivos para ambos os países.

Uma cooperação que vai além das palavras

Lula pretende levar uma equipe técnica completa para os Estados Unidos. O grupo incluiria representantes da Receita Federal e dos ministérios da Justiça e da Fazenda. A proposta é mostrar dados e estratégias que já funcionam no Brasil.

O objetivo é convencer Trump a entrar em uma parceria operacional contra os grandes chefes do crime. O foco estaria nos "magnatas", ou seja, nos que comandam as organizações criminosas. É uma batalha complexa, que exige troca de informações e ações coordenadas.

A pauta da reunião, no entanto, não se limitará à segurança. Haverá espaço para discutir democracia e a defesa do multilateralismo. Lula também ouvirá as prioridades do lado norte-americano, em um diálogo de mão dupla.

Acordos comerciais em movimento

Além da segurança, a viagem pela Ásia teve um forte caráter econômico. Na Coreia do Sul, Lula conseguiu um avanço importante sobre um acordo comercial. As negociações entre o Mercosul e o país asiático, paradas desde 2021, serão retomadas.

O presidente sul-coreano mostrou grande interesse em destravar as conversas. Comissões técnicas devem ser formadas para debater os termos. A expectativa do governo brasileiro é de que um entendimento possa ser fechado ainda este ano.

Outra frente é a ampliação do acordo preferencial com a Índia. O Brasil busca facilitação comercial e maior acesso a mercados. Em um momento global de incertezas, esses pactos são vistos como vitais para a economia.

A busca por paz e investimentos

A última etapa da viagem foi nos Emirados Árabes Unidos. Em Abu Dhabi, Lula se reuniu com o presidente local para tratar de relações bilaterais. O momento é de tensão internacional, com troca de ameaças entre Estados Unidos e Irã.

Questionado sobre o conflito, Lula foi direto: não é esse o foco da sua visita. Ele não se vê como mediador da ONU nesta questão. Seu papel, naquele momento, era discutir comércio, política e atração de investimentos para o Brasil.

A mensagem final foi clara: o mundo precisa mais de desenvolvimento do que de conflitos. A comitiva presidencial embarcou de volta a Brasília ainda na terça-feira. A agenda internacional intensa reflete a tentativa de reposicionar o país no cenário global.

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