Lembra daquele famoso PowerPoint usado para acusar Lula sem provas concretas, durante os tempos da Lava Jato? A imagem ficou na história. O procurador mostrou um diagrama onde tudo levava a um único nome, baseado mais em convicção do que em evidências. Anos depois, a justiça entendeu o exagero e condenou o autor da apresentação a indenizar o ex-presidente. A lição que ficou foi clara: construir narrativas criminais apenas sobre suspeitas é um caminho perigoso.
Pois é, parece que alguns setores da mídia não aprenderam com o passado. Um exemplo recente veio à tona durante a cobertura do caso Master, a maior fraude bancária do país. A história toda começou e cresceu durante a gestão anterior, com uma fiscalização frouxa. Só foi interrompida de fato quando as autoridades atuais deram autonomia à polícia para investigar. O dono do banco fraudado, preso, acabou optando por um acordo de delação.
O curioso é ver como esse episódio está sendo contado por alguns veículos. Num programa de televisão, apresentaram um quadro com os nomes ligados ao banqueiro. No topo da lista, em destaque, estavam o presidente Lula e o atual presidente do Banco Central. As figuras diretamente envolvidas na origem do esquema apareciam em segundo plano. A justificativa para o foco? Uma reunião de trabalho, aberta e registrada, que o banqueiro teve com as autoridades.
Essa escolha editorial levanta questionamentos. O ex-presidente do Banco Central na época da fraude, por exemplo, nem foi citado no tal quadro. É uma omissão significativa, considerando seu papel. Sempre que alguém tenta apontar essa responsabilidade, a crítica é rapidamente classificada como “jogo de empurra” por certos comentaristas. A sensação é de que querem mudar o foco da narrativa principal.
O tom da cobertura não parou por aí. No mesmo dia, outro grande jornalístico deu espaço a um ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele discursou, com uma fala cheia de lugares-comuns sobre ser um juiz imparcial, e foi amplamente aplaudido. A cena foi transmitida nacionalmente, construindo uma aura de herói. Mas quem é essa figura por trás do discurso?
Como ministro da Justiça no governo anterior, ele encomendou um dossiê contra pessoas consideradas antifascistas. Já como advogado-geral da União, defendeu a realização de cultos religiosos no auge da pandemia. Mais recentemente, no STF, tentou responsabilizar o governo atual pelos atos golpistas de janeiro do ano passado. Seu histórico político é, no mínimo, revelador.
Está se formando, portanto, um roteiro familiar. A delação do banqueiro preso é um prato cheio para quem quer criar novas narrativas. Basta que ele cite, mesmo que de forma superficial, alguém com ligação remota com o atual governo. O circo das acusações sem prova pode ser montado outra vez. A estratégia não é nova: confundir, e não esclarecer.
A pergunta que fica é simples: o que realmente importa são as relações legais ou as ilegais? No caso Master, as ilegais são óbvias e aconteceram sob uma gestão específica. As legais, como reuniões de trabalho protocolares, fazem parte da rotina de qualquer autoridade. Misturar tudo no mesmo balaio só serve para criar uma cortina de fumaça. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
O que estamos vendo é a velha tentativa de pintar um cenário com as cores da desconfiança, independente dos fatos. O banqueiro foi pedir ajuda ao governo, não a recebeu como queria, e seu esquema foi desmontado. A fraude nasceu em um contexto e foi combatida em outro. Separar esses eventos é fundamental para entender a história real, longe de roteiros pré-escritos. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.
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