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Kassio Nunes defende urna e diz que desacreditar sistema de votação é desconvidar eleitor

A confiança na democracia depende diretamente da crença no processo eleitoral. Quando questionamos a segurança das urnas, criamos uma barreira entre o cidadão e seu direito mais fundamental. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, reforçou essa ideia em um evento recente. Ele destacou que desacreditar o sistema de votação é, na prática, afastar o eleitor das urnas. A declaração ocorreu durante a Corrida Pela Democracia, promovida pelo próprio TSE.

A manifestação do ministro surge em um momento sensível, após novas alegações infundadas sobre as urnas eletrônicas. Um candidato à Presidência repetiu informações falsas sobre o sistema para um grupo de diplomatas em Brasília. Curiosamente, ele depois afirmou que aceitará os resultados e espera um TSE diferente do de 2022. O discurso público acaba gerando um ruído que confunde parte do eleitorado.

O evento esportivo aconteceu no Autódromo Internacional Nelson Piquet, na capital federal. Os participantes podiam escolher entre uma caminhada de dois quilômetros e meio ou corridas de cinco e dez quilômetros. A iniciativa simbolizava um esforço coletivo em prol da democracia. Kassio Nunes Marques fez o discurso de abertura e participou da entrega de troféus, mas não chegou a correr.

A corrida marcou o encerramento de uma série de ações educativas pelos tribunais eleitorais. A estratégia buscou fortalecer a credibilidade do sistema perante a sociedade. Diversas demonstrações públicas do funcionamento das urnas foram realizadas ao longo da semana. O ministro considerou esse período um marco para exibir a transparência e a segurança do processo.

Nessas ocasiões, o TSE e nove Tribunais Regionais Eleitorais abriram as urnas para mostrar seu mecanismo interno. O objetivo era técnico e pedagógico, permitindo que qualquer pessoa entendesse as etapas. A esperança era reduzir o espaço para narrativas baseadas em desinformação. Kassio expressou o desejo de que as falsas teorias tenham saído "menores" após essas demonstrações.

A transparência não é um conceito novo para o tribunal. No início de agosto, o próprio presidente já havia definido a clareza como um pilar da confiança eleitoral. Sem ela, a dúvida pode se instalar e corroer a legitimidade dos resultados. Ações concretas, como a abertura dos equipamentos, servem para materializar esse princípio. Elas transformam uma garantia abstrata em algo tangível.

O desafio contínuo é combater narrativas falsas sem alimentá-las. Cada demonstração pública é uma tentativa de restaurar o diálogo com base em fatos. O sistema eletrônico brasileiro é auditável em múltiplas camadas, desde o software até o registro impresso do voto. Entender esse processo é fundamental para dissipar temores infundados. A democracia exige participação, e essa participação nasce da confiança.

Eventos como a corrida buscam criar uma conexão positiva com o cidadão, fora do ambiente formal da justiça. Eles representam um esforço de comunicação em um linguajar mais acessível e simbólico. A mensagem final é que a segurança do voto é um compromisso de todos. Manter a integridade do processo garante que cada escolha individual seja respeitada. O trabalho de esclarecimento, portanto, nunca termina.

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